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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Portugal lidera o consumo diário de álcool


O consumo diário de álcool parece ser mais comum à medida que se avança para o sul da Europa. Portugal tem, de longe, a maior percentagem de consumidores diários de álcool, 21,4%. Noutros países mediterrânicos, como Espanha (13,5%), Itália (12,4%), França (10,4%) e Croácia (10,4%), existe também uma percentagem relativamente elevada da população que consome álcool todos os dias. A Bélgica (10,1%) e a Dinamarca (10,0%) são os únicos países, fora da metade sul da Europa, onde 10% ou mais consomem álcool diariamente.

A Turquia (0,5%) e a Lituânia (0,8%) são os únicos países da Europa onde menos de 1% dos adultos consomem álcool todos os dias. Na maioria dos países nórdicos e bálticos, essa percentagem é também muito baixa.

É interessante sobrepor este mapa com um mapa de mortes relacionadas com o álcool. A Letónia e a Polónia podem ter algumas das percentagens mais baixas de consumidores diários de álcool, mas têm também algumas das taxas de mortalidade mais elevadas relacionadas com o álcool. O contrário acontece em muitos países do sul da Europa.

Os dados para este mapa provêm do Eurostat.

terça-feira, 2 de maio de 2023

Portugal e o processo de convergência com a União Europeia

Do discurso, no dia 18 de Abril, da Comissária Elisa Ferreira para o seminário internacional "Regional economic convergence: recent trends and challenges in the external and internal convergence of Portugal"

"Em Portugal, apenas a área metropolitana de Lisboa tem um PIB per capita (em paridades do poder de compra) próximo da média da União Europeia - embora esteja em declínio. O Algarve e a Madeira oscilam em torno dos 75% da média europeia. Mas em todas as outras regiões portuguesas, o PIB per capita é igual ou inferior a 70% da média da União. E o Norte e o Centro, apesar de apresentarem taxas de crescimento superiores à média europeia, nem por isso estão a conseguir sair da verdadeira armadilha da estagnação num nível de rendimento que as classifica como regiões atrasadas (inferior a 75%). Igualmente preocupante é o facto de, com exceção de Lisboa e do Algarve, todas as regiões portuguesas estarem a perder população".

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

O falso milagre económico português

Num curto espaço de tempo, Portugal deixou o programa de austeridade e aparece como um modelo de retoma económica, mas quem são os perdedores do "milagre económico" português?
 

sábado, 16 de outubro de 2021

"fico estupefacto com a ‘lata’ deste Governo"

Com a devida vénia, eis o artigo de opinião da autoria de Vítor Rainho, publicado hoje no jornal "Nascer do SOL" sob o título "Roubo à vista de todos",

«Não sou grande frequentador de redes sociais mas dizem-me que nas mesmas a contestação aos aumentos dos combustíveis se está a tornar viral, uma palavra tão querida dos amantes das referidas redes. Também achei curioso receber uma mensagem de um amigo que costuma ter uma visão distanciada das polémicas e que as únicas redes que frequenta são as dos pescadores, que me dizia que este aumento da gasolina e do gasóleo pode estar para António Costa como o bloqueio da Ponte esteve para Cavaco Silva.

Certo é que ontem à tarde o secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, apareceu, de uma forma insólita, a dizer que «o Governo determinou hoje a redução extraordinária e temporária das taxas unitárias de Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicáveis à gasolina e ao gasóleo. Face ao contexto extraordinário do preço dos combustíveis, verificou-se um crescimento na receita fiscal de IVA associado ao aumento destes preços, num montante anual de 60 milhões de euros. O que agora se devolve integralmente terá reflexos nas respetivas taxas unitárias de ISP. Assim, este valor é devolvido aos consumidores por via de uma redução temporária, sujeita a monitorização da evolução dos preços dos combustíveis, da taxa de ISP aplicável à gasolina e ao gasóleo, no valor unitário de 2 cêntimos por litro e 1 cêntimo por litro, respetivamente».

Esta decisão amorosa termina ainda com mais uma novidade: «Procedeu-se a um arredondamento do valor da redução da taxa do gasóleo (de 0,6 cêntimos por litro para 1 cêntimo por litro), o qual aumenta a devolução aos consumidores para 90 milhões de euros ao invés dos 60 milhões de receita adicional de IVA».

Confesso que fico estupefacto com a ‘lata’ deste Governo. Em nome de uma transição energética e da redução de combustíveis fósseis, o Executivo de António Costa tinha colocado em todas as bombas de gasolina do país slot machines que só davam prémios ao Governo. Todos os outros só perdem. Como a escandaleira começou a ser tão grande, mandaram um secretário de Estado dizer que o Governo ia deixar de roubar de uma forma tão descarada e que até iam devolver o que ganharam a mais.

É uma vergonha a forma como o Executivo quer ‘sacar’ dinheiro sem ser através do IRS, para que os trabalhadores não deem imediatamente pelo desfalque na carteira. Curiosamente, o Governo aposta muito nas estradas, seja através dos combustíveis, seja nas multas previstas. Tudo serve para depenar o povo e isso pode terminar um dia, quando a rapaziada das redes sociais descobrir que a vida se faz nas ruas e não atrás de ecrãs de computadores ou de telemóveis.

Apesar do povo ser manso - a propósito, a proibição de menores de 16 anos assistirem a touradas é inacreditável, pois podem ver tudo nos telemóveis, menos corridas de touros ao vivo - acho que o Governo não se irá livrar de uma enorme contestação nas ruas. O aumento dos combustíveis afeta a sociedade de uma ponta à outra e é natural que tudo fique mais caro. Além dos camionistas, agricultores, empresários de pedreiras, etc, que vão ficar com menos dinheiro para investiram e viverem o Governo ainda terá de lidar com as greves dos profissionais de saúde e calculo que a contestação não fique por aqui. Os vendedores de sonhos às vezes são descobertos...»

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Covid-19: o plano da UE para travar a crise

A União Europeia alterou as regras para as despesas dos Estados-Membros com os fundos da política de coesão em relação ao coronavírus. Mas será suficiente?

quarta-feira, 11 de março de 2020

A nossa hora mais negra

«As ameaças à saúde pública ou à economia fazem do momento a hora mais negra do país e do mundo em muitas décadas»

Com a devida vénia, eis o editorial de hoje do jornal "Público", da autoria de Manuel Carvalho,

«Pouco mais de uma semana após o primeiro caso confirmado com infecção de coronavírus, as perguntas desconfortáveis multiplicam-se e as perplexidades acentuam-se. Por que razão não se fecharam ainda todas as escolas? Por que é que a linha SNS24 não responde a todas as chamadas? Como é possível que haja instituições a desvalorizarem a situação num dia para fecharem as portas no dia seguinte? O que levou muitos (de políticos, a médicos ou jornalistas, incluindo o autor deste editorial) a dizer há umas semanas que tínhamos de enfrentar a ameaça do vírus com normalidade para agora apoiarem medidas que restringem a liberdade de circulação e implicam mudanças radicais nos hábitos quotidianos?

Para todas estas perguntas legítimas, uma única resposta: tudo mudou porque o nosso grau de conhecimento dos efeitos da covid-19 mudou. Porque aprendemos com as experiências dos outros. Porque se desfizeram as convicções de que “isto” era parecido com uma gripe ou uma perturbação temporária.

Entre todos os ensinamentos que recebemos há um que não podemos ignorar. Vem de Itália e mostra que os perigos do novo coronavírus não são apenas reais em países remotos ou com sistemas de saúde atrasados. Se de um momento para o outro um país europeu de primeira linha condiciona o movimento dos seus 60 milhões de habitantes é porque percebeu que só a contenção através de medidas drásticas pode travar a disseminação de um vírus que já matou até esta terça-feira 631 italianos.

De Itália vêm exemplos sobre os quais vale a pena reflectir. Um dos mais significativos é o da relativa calma e a solidariedade que os italianos estão a manifestar neste momento dramático. Pegando neste exemplo, o Governo de Portugal e as autoridades sanitárias podem perceber que há hoje uma predisposição dos cidadãos para acolherem medidas drásticas. Porque já perceberam que o desafio que enfrentam não se vence com paliativos. Escolas, universidades, serviços públicos fecham sem clamor público – embora com lamentáveis gestos de irresponsabilidade, como os que se viram em Felgueiras.

Muito mais do que apontar erros e falhas nas autoridades (que existiram e se vão multiplicar como sempre acontece em momentos de grande tensão e incerteza), é necessário estarmos abertos a viver com transtornos, dificuldades e perturbações nas nossas rotinas e nos nossos estilos de vida. Já não há margem para ilusões: as ameaças à saúde pública ou à economia fazem do momento a hora mais negra do país e do mundo em muitas décadas. Um sentido profundo coragem, de espírito de comunidade e de solidariedade tornarão essa hora mais fácil de ultrapassar.»

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

O nosso Governo esquece a família grisalha (2)

Com a devida vénia, a segunda parte do artigo de opinião do economista João Abel de Freitas publicada ontem em "O Jornal Económico" sob o título "Governo esquece família grisalha",

.../...
«3. Vamos a factos.

De forma sintética, ao longo dos anos 2010/2019 registaram-se perdas salariais importantes, em média, superiores a 20%. Se alguma recuperação se verificou nos escalões de menores rendimentos, nos escalões intermédios a situação para além da reposição do 13º mês e subsídio de natal pouco se alterou. O que significa que a reposição de rendimentos ficou muito aquém da prometida e, sobretudo, continua a penalizar os escalões ditos da classe média (média baixa, média e média alta).

Centrando-nos agora no campo dos aposentados, pensionistas e reformados, a situação é bem pior porque o montante base da sua reforma fica bastante aquém do montante auferido em posição equivalente pela pessoa no activo, excepto para alguns grupos privilegiados da nossa sociedade, que não só podem ter vencimentos superiores aos do primeiro-ministro, como são reformados pelo seu último ordenado. Gostava de entender este privilégio.

Por onde andarão neste País a justiça e a equidade social?!

Não consta. Somos levados a admitir que a equidade social não é um objectivo dos governos, sindicatos e afins e partidos políticos porque facilmente esquecem estas situações de desigualdade inequívoca.

4. Esta política é nociva ao País.

É nociva, socialmente, porque as pessoas ao baixarem de forma continuada o seu poder de compra perdem qualidade de vida, têm de reduzir as suas despesas em áreas essenciais como a saúde, com efeitos perversos a nível individual (o seu estado de saúde deteriora-se mais facilmente) e ainda sobrecarregam o próprio SNS com despesas fora do comum.

É nociva, em termos da evolução da economia, porque esta política de distribuição de rendimentos afecta uma grande fatia da população, chamada de classe média (independentemente do que isso seja).

E todos sabemos que uma sociedade com uma classe média enfraquecida, em perda de capacidade financeira, é sinónimo de fragilidade em termos económicos e democráticos.

Como a OCDE tem vindo a alertar, a classe média encontra-se em declínio por múltiplas razões. O desemprego tem vindo a afectar as famílias da classe média, em todos os países, por razões tecnológicas. O fosso entre ricos e pobres acentua-se e a tendência é para que, nestas circunstâncias, cada vez mais a classe média tenda a ocupar escalões da classe média baixa, aquilo que muitos analistas chamam de descida no elevador social.

Esta situação está a ser muito notória em Portugal. O estreitamento da classe média significa menos consumo. Consumo mais reduzido representa menos produção nacional, menos receitas fiscais, certamente menos emprego e, por conseguinte, os efeitos alargam-se a toda a sociedade, tornando tudo mais vulnerável.

Assim, em vez de se avançar na consolidação do Estado Social recua-se.

Em conclusão, não estamos no bom caminho. Há que corrigir as agulhas, de forma equilibrada, no sentido de uma melhor distribuição do rendimento em que a família grisalha tome também a sua parte. Não nos podemos esquecer que dentro de algum tempo, segundo a lei natural da vida, os hoje activos serão enredados nesta teia que, assim, os vai atingir em situação ainda pior.

Nada vale andar a dizer que Portugal tem uma das distribuições mais desequilibradas da riqueza, se não se apontam medidas que levem de facto à sua correcção. Assim, estamos e continuaremos num patamar em que, como escrevi em artigo anterior, “os elevados rendimentos deste País continuam intocáveis e quem continua a suportar a canga são as pessoas que auferem rendimentos intermédios, pois o que recebem continua muito inferior ao que recebiam em 2010”.»

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

O nosso Governo esquece a família grisalha (1)

Com a devida vénia, a primeira parte do artigo de opinião do economista João Abel de Freitas publicada hoje em "O Jornal Económico" sob o título "Governo esquece família grisalha",

«1. O tema da família grisalha – constituída por aposentados, pensionistas e reformados – já uma vez foi aqui abordado, em tempos do governo da geringonça.

Nesse tempo, entendia que a família grisalha se encontrava em apuros, como aliás a grande maioria dos trabalhadores de então no activo, mas alimentava algumas esperanças de melhoria, no percurso de tempo dessa governação.

Reconheço que nem tudo foi negativo. Houve avanços. Convenhamos, nem podia deixar de haver, uma vez que um dos grandes objectivos que uniram os partidos base da geringonça, foi o da reposição de rendimentos. Era imperioso voltar numa primeira fase ao nível de rendimentos de antes da troika. Por outras palavras, anular o descalabro dos duros cortes salariais da governação Passos Coelho/Paulo Portas a quem trabalha ou já trabalhou (a família grisalha).

Quero acentuar que só em parte o objectivo da reposição de rendimentos foi atingido e, sobretudo para a família grisalha, a situação ficou a marcar passo, nomeadamente nos escalões que se inserem na chamada classe média.

As pessoas situadas em escalões acima dos mil e poucos euros recebem de vencimento líquido/mês uma importância significativa bastante inferior ao que auferiam antes da troika (a perda por mês é muito variável, dependendo dos escalões).

Os cortes continuam pesados e sem horizonte de recuperação. Exemplificando. Há pessoas que recebiam 2.800 euros líquidos/mês e hoje recebem 2.200. Descendo de escalão há quem receba hoje 1.750 euros quando antes recebia 2.200. Descendo ainda mais há quem receba 1.100 quando antes recebia 1.350.

Esta é uma realidade crua e dura da perda real de poder de compra de muitas pessoas. A sua vida degradou-se e as perspectivas são negras.

No Governo actual de António Costa, com uma eventual mistura de queijo limiano e ferry, a minha crença está ainda mais esbatida. As notícias são as de que a família grisalha vai ser uma vez mais passada a segundo plano (esquecida) porque vai ter de viver em 2020 com um aumento de 0,7% para pensões até 877,6 euros; entre 877,6 e 2.632,8 com aumento de 0,2% (inflação de 2019) e, acima deste montante, aumento zero. Traduzindo, o aumento previsto nem dá para cobrir o efeito da inflação estimada para 2020. Pior ainda, nada é reposto do passado. A perda de poder de compra continua em constante degradação.

Significa também que o fosso entre os aposentados, pensionistas e reformados e os trabalhadores no activo se vai alargando (independentemente destes também não estarem a ser bem tratados). Não podemos esquecer que muita gente que se reformou nem sequer beneficiou do descongelamento de carreiras. Entrou, assim, em situação desvantajosa.

Estou a centrar-me na Função Pública pela situação facilitar a abordagem. Mas nas reformas com origem no privado, a realidade não se apresenta menos grave.

2. No presente, resta uma promessa vaga de um acordo em concertação social de carácter plurianual para quem está no activo. Para a família grisalha, de nada se fala. O aumento de salários deveria contemplar a inflação, a produtividade e um quociente de recuperação para ir encurtando o atraso de Portugal face aos outros países, no tocante à participação dos salários no rendimento global do país. Sem isso, a aproximação à Europa não passa de um mito. ».../... (continua)

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Origem do "Black Friday" o dia que inaugura a época das compras de Natal

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«A última sexta-feira de novembro é já há vários anos apelidada de Black Friday, sendo considerada o dia que impulsiona a economia mundial. Em 2018 as vendas dispararam 607% nesse dia. Mas qual a origem do termo que do dia que representa o início da época das compras de natal?

A última sexta-feira do mês de novembro, vulgarmente designada de Black Friday (sexta-feira negra em português), é considerada o dia que inaugura a época das compras de natal e, por isso a efeméride tem o rótulo de ser o dia que impulsiona a economia mundial, mas nem sempre foi assim.

Atualmente, a Black Friday é um acontecimento global, com as pequenas e grandes lojas a aplicar descontos massivos aos seus produtos. Mas este evento comercial foi criado nos Estados Unidos, onde desde 1975 a sexta-feira que sucede ao Dia de Ação de Graças é um grande chamariz de vendas para as retalhistas.

A origem deste dia remonta a 19 de novembro de 1975, quando o jornal norte-americano “The New York Times” usou pela primeira vez o adjectivo “black ” (negro) para se referir aos problemas de trânsito e aos sucessivos engarrafamentos ocorridos na cidade de Nova Iorque, nesse ano, devido aos descontos anunciados pelas lojas no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças.

Comummente o termo Black Friday é aplicado ao comércio e isso, de acordo com um documentário do Canal História, sobre a efeméride, corrobora. Tradicionalmente, depois de um ano de grandes perdas, isto é, de contas no vermelho na maior parte do ano para os comerciantes, eis que nos EUA, após o Dia de Ação de Graças, chegava a época natalícia, a época que invariavelmente sempre representou lucros no comércio. Por isso, o dia que representava o fim de uma época e o início de outra, passou a ser apelidado de sexta-feira negra.

Contudo, o termo Black Friday poderá ser anterior à última sexta-feira de novembro de 1975 e também poderá não ter nada que ver com o comércio. De acordo com o mesmo documentário do Canal História, a primeira vez que o termo surgiu foi para classificar uma crise económica, em sexta-feira 24 de Setembro de 1869. Nesse dia, dois corretores de Wall Street, Jay Gould e Jim Fisk, depois de grandes movimentações na bolsa de Nova Iorque para obter grandes lucros – que acabaram por não conseguir – o mercado entrou por um breve período em bancarrota e esse dia foi apelidado de Black Friday.»

(Créditos: artigo de José Varela Rodrigues, publicado no dia 25 Novembro em "O Jornal Económico")

sábado, 3 de agosto de 2019

A Mercadona chegou ao Norte mas não bate a concorrência

«A Deco comparou os preços dos supermercados onde as duas primeiras lojas da cadeia espanhola abriram no país, em Matosinhos e Canidelo. Jumbo mantém-se na liderança.


A cadeia de supermercados espanhola Mercadona chegou à região Norte de Portugal, mas no que toca a preços ainda não ocupa o trono. Neste momento com três lojas no país, a distribuidora alimentar liderada por Juan José Roig Alfonso, bem como a sua concorrência nessas zonas – Aldi, Continente, El Corte Inglés, Froiz, Intermarché, Jumbo, Lidl, Minipreço e Pingo Doce – foram alvo de um estudo da Associação Portuguesa para Defesa do Consumidor (Deco).

Os especialistas da Deco foram comparar 2.661 preços de 23 lojas em Matosinhos e Canidelo e concluíram que o Jumbo é a mais barata quer na cidade quer na freguesia de Vila Nova de Gaia.

Logo depois do Jumbo, em Matosinhos, surge o Pingo Doce (1% mais caro) e o Lidl (2% mais caro). Já em Canidelo o segundo e terceiro lugar no pódio são ocupados pelo Continente Modelo e Continente (5% mais caro).

“A concorrência preparou-se para a inauguração e invasão da nova cadeia Mercadona. Prova disso é a elevada percentagem de produtos com desconto nalgumas lojas rivais que visitámos. Por exemplo, mais de um terço dos produtos do cabaz do Continente e Pingo Doce tinham desconto imediato. No Minipreço, também detetámos 16% dos produtos com desconto imediato. Agora falta saber se serão audazes ao ponto de manter estes preços nas próximas semanas”, refere a associação.

No final do ranking está o Froiz e o El Corte Inglés, 9% e 24% mais caros, pela mesma ordem, em Matosinhos e Canidelo.

A Mercadona iniciou as operações em Portugal no início do mês passado, com a abertura da sua primeira loja em Canidelo, no distrito de Gaia. O objetivo da distribuidora alimentar é o de criar uma rede de 10 lojas no país até 2020, tendo a meta de longo-prazo de 150 lojas.»

(Créditos: notícia de "O Jornal Económico" de 01 de Agosto)