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sábado, 3 de agosto de 2019

A Mercadona chegou ao Norte mas não bate a concorrência

«A Deco comparou os preços dos supermercados onde as duas primeiras lojas da cadeia espanhola abriram no país, em Matosinhos e Canidelo. Jumbo mantém-se na liderança.


A cadeia de supermercados espanhola Mercadona chegou à região Norte de Portugal, mas no que toca a preços ainda não ocupa o trono. Neste momento com três lojas no país, a distribuidora alimentar liderada por Juan José Roig Alfonso, bem como a sua concorrência nessas zonas – Aldi, Continente, El Corte Inglés, Froiz, Intermarché, Jumbo, Lidl, Minipreço e Pingo Doce – foram alvo de um estudo da Associação Portuguesa para Defesa do Consumidor (Deco).

Os especialistas da Deco foram comparar 2.661 preços de 23 lojas em Matosinhos e Canidelo e concluíram que o Jumbo é a mais barata quer na cidade quer na freguesia de Vila Nova de Gaia.

Logo depois do Jumbo, em Matosinhos, surge o Pingo Doce (1% mais caro) e o Lidl (2% mais caro). Já em Canidelo o segundo e terceiro lugar no pódio são ocupados pelo Continente Modelo e Continente (5% mais caro).

“A concorrência preparou-se para a inauguração e invasão da nova cadeia Mercadona. Prova disso é a elevada percentagem de produtos com desconto nalgumas lojas rivais que visitámos. Por exemplo, mais de um terço dos produtos do cabaz do Continente e Pingo Doce tinham desconto imediato. No Minipreço, também detetámos 16% dos produtos com desconto imediato. Agora falta saber se serão audazes ao ponto de manter estes preços nas próximas semanas”, refere a associação.

No final do ranking está o Froiz e o El Corte Inglés, 9% e 24% mais caros, pela mesma ordem, em Matosinhos e Canidelo.

A Mercadona iniciou as operações em Portugal no início do mês passado, com a abertura da sua primeira loja em Canidelo, no distrito de Gaia. O objetivo da distribuidora alimentar é o de criar uma rede de 10 lojas no país até 2020, tendo a meta de longo-prazo de 150 lojas.»

(Créditos: notícia de "O Jornal Económico" de 01 de Agosto) 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Aeroponia, a agricultura do futuro?

A aeroponia é uma técnica que consiste no cultivo de plantas suspensas no ar, aspergindo-as regularmente com um composto nutritivo.

Os defensores deste método afirmam que assim se consegue alcançar uma enorme poupança da água e da matéria orgânica utilizadas, dispensar o recurso a herbicidas e pesticidas e acelerar substancialmente os ciclos de produção, para além de tornar possível a exploração em múltiplos níveis verticais.

O exemplo apresentado a seguir mostra como em Newark, New Jersey, nos E.U.A., se transformou um edifício abandonado num enorme centro de agricultura aeropónica. Esta promissora técnica já está a ser aplicada em vários pontos do mundo.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Vamos poder comer carne sem ter que matar animais

Em 2016, nos EUA, nasceu a Memphis Meats, uma empresa que cria carne sem matar animais, apenas cultivando células musculares em laboratório. Alguns dos investidores mais ricos do mundo, como Bill Gates e Richard Branson, já investiram nesta empresa, bem como a gigante do sector alimentar Tyson Foods.

(ler mais aqui)

sexta-feira, 13 de março de 2015

Belmiro de Azevedo

«Está anunciada a saída de Belmiro de Azevedo do topo da gestão da Sonae. Não há por cá outro empresário que, quase do zero, sem estar pendurado no Estado e no espaço de uma geração, tenha criado um império que dá trabalho a 40 mil pessoas, factura 5 mil milhões e opera em cerca de 70 países. A retirada só não é dramática visto a sucessão estar perfeitamente bem assegurada. Fica um exemplo a seguir e a imitar. Muito.  

Belmiro de Azevedo é suposto ter muitos defeitos. Podia até ter o dobro. Não se conhece outro português que tenha prestado tão significativo contributo à modernização recente do país (no comércio, na distribuição, nas comunicações, na imprensa), à criação de emprego ou, por via fiscal, à saúde dos cofres do Estado. Contam-se pelos dedos empreendedores que, com tanta frequência como ele, tenham assumido o risco, captado talento e valorizado o mérito. Não há outra empresa que tenha uma cultura como a da Sonae nem escola de gestão como esta.


Belmiro nunca saiu do Porto (da Maia, em bom rigor), nunca se «deslocalizou» para Lisboa (não demasiado, pelo menos), nunca se encostou ao Estado. Também por isso só pode ter razões de queixa do sector público e dos políticos – desde a OPA do BCP ao Banco Português do Atlântico à OPA da Sonae à PT, a independência nunca jogou a seu favor. Nunca se dispôs a abdicar do estilo nem das convicções, para ser conveniente ao poder ou ainda mais bem-sucedido nos negócios.

Graças ao trabalho e à competência, Belmiro de Azevedo ganhou imenso dinheiro e fez o trajecto de uma criança pobre que chega a um dos homens mais ricos do mundo. Fazer fortuna é o dever dos bons empresários. O mérito aqui, façam-se as contas que se fizerem, é que a sua riqueza será sempre incomensuravelmente inferior àquela que gerou ao país. Com ou sem defeitos, é um grande caso de sucesso. Para prosperar, Portugal precisava de 20 Belmiros. Infelizmente não tem.
PS: para que conste, nunca trabalhei na ou para a Sonae. Simpatizo com a Popota e compro o Público.»

(Artigo de opinião do jornalista Jorge Afonso Morgado, intitulado "O fabuloso senhor engenheiro", publicado no "Jornali" de 12 de Março de 2015)