sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Madonna no final da festa do seu 60.º aniversário

«Finally and at last its my Birthday! 🎂💕🎉🌈🍾💕💃🏾🎂♥️🇲🇦. I have survived! 🔥🔥🔥!Life is Beautiful! #gucci #Marakesh #magic #adventure!»

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Madonna, encantada com Portugal, comemora aniversário em...Marrocos


Apesar de afirmar estar encantada com a vida em Portugal, vários sites internacionais, incluindo os sempre atentos sites de fãs, garantem que a festa terá lugar esta noite em Marrocos, mais concretamente no hotel "Kasbah Tamadot", a 43 quilómetros de Marraquexe. Trata-se de um hotel luxuoso, que pertence a Richard Branson, amigo da cantora, também proprietário da "Virgin".

Madonna publicou ontem, na sua conta do Instagram, um vídeo em que se encontra a passear nas ruas de Marraquexe, bem como uma fotografia em que a vemos na cama de um quarto de hotel, com várias garrafas de vinho perto de si.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Afinal os lacticínios gordos poderão não prejudicar a saúde

O consumo de produtos lácteos gordos poderá afinal não ser prejudicial para a saúde cardiovascular, indicou um novo estudo.

Uma equipa de investigadores do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, EUA, não descobriu uma ligação significativa entre o consumo de gorduras de origem láctea e a morte por acidente vascular cerebral (AVC) e doença cardíaca.

O estudo demonstrou que, ao contrário do que se pensa, a gordura de origem láctea não faz aumentar o risco de doenças cardíacas e de mortalidade em geral entre a população mais idosa, e que um tipo de gordura láctea poderá inclusivamente ajudar a proteger contra um AVC grave.

Para o estudo, Marcia Otto, primeira autora do mesmo, e equipa, avaliaram a relação entre múltiplos biomarcadores de ácidos gordos presentes na gordura láctea e as doenças cardíacas e a mortalidade por todas as causas durante um período de 22 anos.


Os investigadores contaram com a participação de quase 3.000 pessoas com 65 anos de idade ou mais, aos quais foram medidos os níveis no plasma de três ácidos gordos derivados de produtos lácteos, em três alturas diferentes: no início, em 1992 e seis e 13 anos mais tarde.

Foi verificado que nenhum tipo dos ácidos gordos analisados estava associado significativamente à mortalidade total. Um tipo de ácido gordo foi inclusivamente associado a uma menor mortalidade por doença cardiovascular.

Os participantes que apresentavam níveis mais elevados de ácidos gordos, o que sugere um maior consumo de laticínios gordos, apresentavam um risco 42% menor de morrerem devido a AVC.

Nos EUA as directrizes nutricionais recomendam que se consumam produtos lácteos magros ou sem gordura. Mediante os achados deste estudo, Marcia Otto considera que estas directrizes poderão necessitar de uma revisão. A investigadora acrescentou ainda que os produtos lácteos magros muitas vezes são ricos em açúcar, o que pode conduzir a problemas metabólicos e cardiovasculares.

Referências
Serial measures of circulating biomarkers of dairy fat and total and cause-specific mortality in older adults: the Cardiovascular Health Study, Marcia C de Oliveira Otto, Rozenn N Lemaitre, Xiaoling Song, Irena B King, David S Siscovick, Dariush Mozaffarian, The American Journal of Clinical Nutrition. 2018 July 11 doi:10.1093/ajcn/nqy117.

(Fonte da notícia: Univadis)

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Afinal, os britânicos não sabiam o que significava o Brexit...

Com a devida vénia, eis o artigo de opinião de Manuel Carvalho, publicado hoje no jornal "Público", com o título "O futuro do Reino Unido na dependência de um logro",

«O arrependimento dos que votaram no Brexit parece estar a crescer. Perceberam que cederam ao engano e caíram num logro. Pode um país desenhar o seu futuro assim?

Quando foi escolhida pelo seu partido para liderar o Reino Unido na ressaca do referendo que ditou o abandono da União Europeia, Theresa May garantiu que a escolha dos cidadãos seria respeitada, que não haveria um segundo referendo, que Brexit significa Brexit e ela se encarregaria de cumprir essa máxima. Dois anos depois, os eleitores de muitos dos círculos que se pronunciaram pela saída mudaram de opinião. Afinal, os britânicos não sabiam o que quer dizer Brexit e depois de perceberem o que pode estar em causa não escondem o seu arrependimento pela sua deliberação. Fará sentido reabrir a discussão? É possível convocar um novo referendo?

A primeira questão que importa suscitar é sobre o formalismo dos processos de decisão numa democracia. Um referendo serve para vincular a vontade política de uma nação e é muito sensível pretender esvaziar a sua solenidade e o seu resultado apenas por haver suspeitas de que, entretanto, a opinião pública mudou de ideias. Se até Março de 2019, quando o período de transição se inicia, acontecessem eleições e se a vitória coubesse, por exemplo, aos Liberais, partido desde sempre vinculado à UE, poderia haver outra legitimidade para anular o Brexit. Mas como esse cenário parece difícil, a saída do Reino Unido só será suspensa se a pressão dos cidadãos obrigar o Parlamento a um novo referendo ou a uma consulta sobre os termos do acordo final para a saída.

Para quem, como nós, pensa que a Europa sem o Reino Unido será mais pobre, menos influente e menos sensível aos interesses atlânticos que Portugal partilha, o ideal seria a repetição do referendo. E para os próprios britânicos também porque há motivos para acreditar que a decisão de há dois anos foi distorcida pela desinformação dos trolls manipulados pelos agentes do populismo e das democracias iliberais do Leste, pelas notícias falsas e pela demagogia. O referendo de Junho teve um lado de farsa e de engano que é cada vez mais percebido pelos cidadãos. Decidir o futuro do país com base nessa sensação de logro deve levar os agentes políticos a reflectir. Viver a incerteza de um futuro determinado por uma decisão carente de racionalidade e de transparência promete gerar um trauma de custos inimagináveis. É melhor não correr riscos.»