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sábado, 8 de novembro de 2025

No SNS há mais de 80 consultórios médicos dentários fechados

Portugal tem mais do dobro do rácio de médicos dentistas recomendados pela "Organização Mundial de Saúde", mas é um dos países da União Europeia "com piores indicadores de saúde oral".


Segundo o bastonário dos dentistas, Miguel Pavão, entrevistado na véspera do início do 34.º Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, existem mais de 80 consultórios dentários instalados com verbas do "Plano de Recuperação e Resiliência" encerrados devido à não-contratação de médicos dentistas que há anos reclamam uma carreira.

(Fonte da notícia: jornal diário "Público" de 07/11/2025)

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Não, a TAP não foi “comprada com o seu próprio dinheiro”

«Algo que se percebe facilmente porque:
1) A TAP não tinha dinheiro nem para as suas despesas correntes quanto mais para financiar a sua própria compra.
2) O montante que se diz ser da própria TAP não existia antes do processo de compra e nunca existiria se não tivesse havido processo de compra.
3) Esse montante não foi usado para pagar o preço de compra da TAP, mas para injectar directamente na TAP para a TAP poder responder aos seus compromissos.

De onde é que surgiu esta narrativa então? De forma simplificada (mas longa):

1. Em 2015 a TAP estava com grandes dificuldades financeiras. O seu valor era próximo de zero (provavelmente negativo) e no processo de privatização não apareceram muitos compradores.

2. O principal fornecedor a quem a TAP tinha dificuldades em pagar era a Airbus a quem tinha feito uma grande encomenda de aviões 10 anos antes.

3. Em 2015, foi feito o acordo de venda de 61% TAP a David Neeleman pelo valor de 10 milhões de euros, tendo David Neeleman assumido o compromisso de injectar mais 217 milhões de euros na TAP para que a TAP pudesse continuar a pagar salários e aos fornecedores. Ou seja, a TAP foi vendida por 10 milhões de euros.

4. Os 217 milhões de euros (o montante de que se fala) foi uma injecção feita na própria TAP porque, lá está, a TAP não tinha dinheiro.

5. Onde é que David Neeleman foi buscar 217 milhões de euros para injectar na TAP?
Ele levou o seu projecto para a TAP à AIRBUS que tinha, obviamente, interesse que um cliente como a TAP continuasse a funcionar. A AIRBUS acreditou no projecto e aceitou trocar a encomenda de grandes aviões que tinha na altura por uma encomendas de aviões mais pequenos (parte da estratégia de Neeleman) e ainda disponibilizar imediatamente os tais 217 milhões de euros (“fundos AIRBUS”) para viabilizar financeiramente a TAP.

6. Estes “fundos AIRBUS” foram disponibilizados a David Neeleman para que ele pudesse injectá-los na TAP e não à TAP directamente. Ou seja, nunca existiriam se não houvesse processo de compra.

7. O interesse da AIRBUS era, obviamente, que a TAP continuasse a funcionar e a pagar encomendas. A AIRBUS protegeu-se colocando como penalização caso a TAP não pagasse as encomendas no futuro os tais 217 milhões de euros (“fundos AIRBUS”).

8. David Neeleman comprou a TAP por 10 milhões e meteu os 217 milhões de “fundos AIRBUS” na TAP para que a TAP pudesse pagar a fornecedores e trabalhadores.

Ou seja, os 217 milhões de euros que dizem ser “dinheiro da própria TAP” era dinheiro que
- a TAP não tinha (daí precisar que o injectassem)
- não foi usado para comprar as acções da TAP
- entrou na TAP apenas porque Neeleman negociou com a AIRBUS essa entrada.

A única ponta de verdade nesta história é que a AIRBUS só aceitou ceder os 217 milhões de euros porque acreditou que com o projecto de Neeleman, a TAP iria ser capaz de pagar as encomendas. Ou seja, indirectamente, o dinheiro que a TAP iria gerar no futuro compensaria a tal injecção de 217 milhões de euros. É a isto que chamam "dinheiro da própria TAP": dinheiro que não existia, que não estava na TAP, mas que a AIRBUS acreditou que pudesse gerar no futuro com o projecto Neeleman.»

(Opinião de Carlos Guimarães Pinto @cgpliberal 0/09/2024)

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Papa aos humoristas: “Vocês também fazem sorrir Deus”

O Papa defende que o riso do humor nunca é "contra" alguém, mas é sempre inclusivo, pró-activo e deve despertar abertura, simpatia e empatia. "Lembrem-se disto: quando conseguirem fazer com que sorrisos inteligentes brotem dos lábios, nem que seja de um só espectador, vocês também fazem sorrir Deus", disse.


"É possível rir também de Deus? É claro que sim, tal como brincamos e fazemos piadas com as pessoas que amamos", acrescentou Francisco. "Isso pode ser feito, mas sem ofender os sentimentos religiosos dos fiéis, especialmente dos pobres".

quinta-feira, 4 de maio de 2023

O que deve fazer Marcelo? Nada. É deixar grelhar

Com a devida vénia, eis a crónica de João Miguel Tavares publicada no jornal "Público" de 04/05/2023,

«Uma das melhores razões para Marcelo Rebelo de Sousa não dissolver o Parlamento é esta: eu quero saber o que está no computador de Frederico Pinheiro. Como notou Sebastião Bugalho na CNN Portugal, a dissolução do Parlamento teria como consequência indirecta a dissolução da comissão de inquérito à TAP, o que talvez fosse óptimo para António Costa, mas seria péssimo para o país. Queremos ouvir Frederico Pinheiro. Precisamos ouvir Hugo Mendes. E pagamos para ouvir Pedro Nuno Santos. Esses serão, com certeza, momentos mais clarificadores para a democracia portuguesa do que uma nova ida às urnas.

O PS teve maioria absoluta há pouco mais de um ano e, como se viu na terça-feira, o Governo de António Costa parece o Governo de Pedro Santana Lopes, mas António Costa não é Pedro Santana Lopes. Costa mantém o poder e o título de habilidoso-mor do reino, entretendo-se a escrever peças de teatro de grande audiência enquanto tudo se desmorona à sua volta. Devia ser óptima companhia durante o terramoto de 1755. Só não lhe peçam para a seguir fazer de Marquês de Pombal, porque a sua grande vocação é para gerir destruições e não para planear construções. A desfazer — das reversões à desprivatização da TAP —, Costa é óptimo; é a fazer que se aborrece. Já aqui o disse inúmeras vezes: tanto talento político para nada.

Aquilo a que assistimos no psicodrama de 2 de Maio foi a uma versão chunga do episódio do irrevogável — o primeiro-ministro que surpreendentemente diz “não” quando todos estão à espera que diga “sim”. É um tipo de surpresa politicamente eficaz, porque toda a gente aprecia a coragem e a resiliência de quem, sozinho, parece suportar o peso de uma decisão difícil. Mas, no caso de Passos Coelho, a sua coragem era sincera e tinha substância — o Governo não podia cair a meio de um programa de ajustamento. Neste caso, é apenas cálculo político, embrulhado em mais mentiras.

O cálculo político: António Costa está farto de levar calduços de Marcelo sobre uma possível dissolução e decidiu que era o momento certo para fazer finca-pé. As mentiras: António Costa encenou um pedido de demissão com Galamba só para carregar no pathos, como ensinam as tragédias gregas; omitiu que, segundo o próprio Galamba, foi a ministra da Justiça que o aconselhou ilegalmente a envolver o SIS; e não tocou no facto de o ministro das Infra-Estruturas ter mentido deliberadamente quanto à reunião secreta que tinha tido com a CEO da TAP. O que era verdade na terça-feira continuava a ser verdade na quarta-feira: este é um governo de mentirosos e de irresponsáveis, e Galamba tem tantas condições para ser ministro como o Rato Mickey.

O que deve, então, fazer Marcelo? É simples: colocar gelo nos pulsos e deixar-se estar quieto. O tempo corre a seu favor e contra António Costa. É verdade que Marcelo se fartou de abusar das ameaças veladas de dissolução. Mas tem do seu lado o facto de sempre ter insistido que a dissolução não era para agora. E não é. Este é o momento para deixar António Costa grelhar, no Governo e na comissão de inquérito à TAP, e para aguardar pacientemente que a mais profunda natureza do PS se revele aos olhos dos portugueses. A jogada atrevida de hoje será o certificado de óbito político de amanhã.

“Ontem foi ontem, hoje é um novo dia”, disse António Costa nesta quarta-feira aos jornalistas. “Olhe para o céu, está tão bonito.” E estava realmente bonito. São assim as calmarias que antecedem todas as grandes tempestades.»

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Carlos Cortes é o novo Bastonário da Ordem dos Médicos


Carlos Cortes venceu esta quinta-feira a segunda volta das eleições para a Ordem dos Médicos. Médico no Centro Hospitalar Médio Tejo e actual Presidente do Conselho Regional do Centro, vai substituir Miguel Guimarães, que é desde 2017 Bastonário desta Ordem.

Numa eleição que teve direito a segunda volta, Carlos Cortes teve 11.176 votos, enquanto Rui Nunes, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e ex-presidente da Entidade Reguladora da Saúde teve 6.867 votos, segundo os resultados provisórios divulgados após o fecho das urnas, pelas 19h00. Nesta segunda volta, que decorreu entre 7 de Fevereiro e esta quinta-feira, votaram 19.312 médicos. Assim, Carlos Cortes foi eleito Bastonário da Ordem dos Médicos com 57% de votos num acto eleitoral com abstenção de 68%.

O novo Bastonário da Ordem dos Médicos deverá entrar em funções no dia 14 de Março.

Natural de Lisboa, Carlos Cortes formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, tendo-se especializado em Patologia Clínica em 2006. Além disso, o médico de 53 anos, é subespecialista em Microbiologia Médica desde 2020 e fez pós-graduação em Gestão e Direcção em Saúde e de Ética em Saúde. Actualmente é presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos e médico no Centro Hospitalar Médio Tejo.

Na primeira volta destas eleições, que decorreram entre 10 e 19 de Janeiro, tinham concorrido seis candidatos. Além de Rui Nunes e de Carlos Cortes, concorreram na primeira volta ao cargo de Bastonário, para o triénio 2023/2025, Alexandre Valentim Lourenço, Bruno Maia, Fausto Pinto e Jaime Branco, contudo, não houve a maioria necessária para eleger o novo Bastonário da Ordem dos Médicos, passando os dois mais votados a esta segunda volta.

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Os dados actuais da incidência da covid-19 "são muito pouco fiáveis"


"Não fazendo uma testagem sistemática é muito mais difícil acompanhar de forma realista o que se passa em termos de contágios", disse à agência Lusa o investigador Miguel Castanho, do Instituto de Medicina Molecular (iMM) da Universidade de Lisboa.

Segundo disse, com a redução dos testes, "só se toma conhecimento das infecções que correspondam a casos de doença que justificaram a procura de assistência médica", o que faz com que deixe de ser uma amostra representativa das infecções no país e passe a "ser algo muito específico de um subgrupo de infectados".

"A monitorização que tinha vindo a ser seguida até aqui deixa de ser comparável com a que podemos fazer agora", afirmou.

No final de Setembro, o Governo decidiu não renovar a situação de alerta, tendo cessado a vigência de diversas leis, decretos-leis e resoluções aprovadas no âmbito da pandemia, alterações que, segundo a Direcção-Geral da Saúde e o Instituto Ricardo Jorge, vão "influenciar a vigilância de base populacional e consequente interpretação dos indicadores" da covid-19.

Na prática, além de o isolamento ter deixado de ser obrigatório, os testes à covid-19 deixaram de ser prescritos através do SNS24 e passaram a ser comparticipados mediante prescrição médica, à semelhança de outras análises e meios complementares de diagnóstico.

Agora os testes à covid-19 só são comparticipados a 100% quando prescritos por uma unidade do Serviço Nacional de Saúde.

De acordo com os últimos dados divulgados na sexta-feira, verificou-se uma nova redução do número de testes efectuados nas últimas semanas, que passaram de 88.527 para 72.133, "devido à alteração legislativa" efectuada.

Segundo Miguel Castanho, a redução da testagem, apesar de não comprometer a monitorização da evolução do coronavírus SARS-CoV-2, faz com que fique "dificultada" porque o número de amostras é mais reduzido.

"A detecção de novas variantes tende a ser mais tardia, falando de forma probabilística", adiantou o investigador, para quem deveria "ter sido mantido o mesmo sistema de monitorização" para se poder "ter a capacidade de analisar toda a evolução da pandemia, desde o início até à certeza do seu final".

Para o professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, neste início do Outono/Inverno, período mais favorável às infecções respiratórias, foi criada uma "descontinuidade que não facilita a análise da evolução da pandemia".

Perante isso, Miguel Castanho considerou importante reforçar a mensagem de que devem ser mantidas atitudes individuais para evitar contágios, como o isolamento em caso de doença, uso de máscara em locais fechados com muita gente e o arejamento de espaços interiores.

"Independentemente das regras, o bom senso deve falar mais alto", alertou o especialista.

Já para Henrique Oliveira, matemático do Instituto Superior Técnico e um dos responsáveis pelo Indicador de Avaliação da Pandemia (IAP), elaborado em conjunto com a Ordem dos Médicos, os dados actuais da incidência da covid-19 "são muito pouco fiáveis".

Isto porque "a covid-19 saiu do radar e apenas quando é grave é que se regista. A única forma fiável é seguir a mortalidade por covid", salientou o especialista em sistemas dinâmicos do Técnico.

Os internamentos e a mortalidade por covid-19 mantêm-se estáveis em Portugal, indicou o relatório sobre a pandemia divulgado na sexta-feira, mas que admite ser necessário mais tempo para avaliar a transmissão do vírus, devido às recentes alterações nas regras da testagem.

O relatório adiantou que o número de novas infeções por 100 mil habitantes, acumulado a sete dias, foi de 66 casos a nível nacional e o índice de transmissibilidade (Rt) do SARS-CoV-2 estava nos 0,65 a nível nacional, tendo baixado significativamente em todas as regiões de Portugal continental.

"No entanto, estas variações podem não indicar um decréscimo do número de casos, dada a alteração legislativa que implicou uma redução da testagem. Será necessário um período de tempo mais longo para avaliar a evolução do Rt", reconheceram a DGS e o INSA.

(Fonte da notícia: Agência Lusa, 20-10-2022)

sábado, 17 de setembro de 2022

DGS recomenda novamente máscara nos transportes públicos e farmácias

A recomendação surge cerca de três semanas após o Governo ter decretado o fim da obrigatoriedade do uso de máscara nos transportes públicos de passageiros, em táxis e TVDE e aviões.


A Direcção-Geral de Saúde recomenda o uso de máscara nas farmácias, nos transportes públicos e nos aeroportos, terminais marítimos e redes de metro e de comboio, segundo a orientação "Covid-19: Adequação das medidas de saúde pública", agora actualizada.

A autoridade de saúde refere no documento que está publicado no seu site, actualizada na quinta-feira, que a orientação foi actualizada de acordo com "a actual situação epidemiológica e a melhor evidência científica".

Esta recomendação surge cerca de três semanas após o Governo ter decretado o fim da obrigatoriedade do uso de máscara nos transportes públicos de passageiros, em táxis e TVDE e aviões.

Assim, a Direcção-Geral da Saúde recomenda a utilização das máscaras "por qualquer pessoa com idade superior a 10 anos sempre que se encontre em ambientes fechados, em aglomerados, nomeadamente, na utilização de transportes colectivos de passageiros, incluindo o transporte aéreo, bem como no transporte de passageiros em táxi ou TVDE".

O uso da máscara também é recomendado em plataformas e acessos cobertos a transportes públicos, incluindo aeroportos, terminais marítimos e redes de metro e de comboio.

É igualmente recomendado o seu uso nas farmácias comunitárias e "nos casos confirmados de Covid-19, em todas as circunstâncias, sempre que [as pessoas] estejam fora do seu local de isolamento até ao 10.º dia após data do início de sintomas ou do teste positivo".

A Direcção-Geral da Saúde aconselha também as pessoas mais vulneráveis, nomeadamente as com doenças crónicas ou estados de imunossupressão com risco acrescido para Covid-19 grave, a utilizaram máscara sempre que se encontrem numa "situação de risco aumentado de exposição".

Segundo a orientação, mantém-se o uso obrigatório de máscara em estabelecimentos de serviços de saúde, em estruturas residenciais ou de acolhimento ou serviços de apoio domiciliário para populações vulneráveis, pessoas idosas ou pessoas com deficiência, bem como unidades em unidades Rede Nacional de Cuidados.

Esta obrigatoriedade estende-se aos contactos com casos confirmados de Covid-19 durante 14 dias após a data última exposição.

A DGS sublinha que, "num cenário de alinhamento com o actual panorama epidemiológico, importa que a transição das medidas de saúde pública, elaboradas e publicadas no âmbito da pandemia, seja efectuada de forma adequada à minimização do risco da doença para a população, especialmente a mais vulnerável".

(Fonte da noticia: Agência Lusa, jornal online "Observador", 16 Set 2022, 15h57)

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Covid-19: os reforços irão ser feitos com novas vacinas


Inicia-se no próximo dia 7 a campanha de vacinação sazonal que decorrerá simultaneamente para a Covid-19 e para a gripe", anunciou Graça Freitas.

A directora-geral da Saúde frisou também que "nesta campanha, e desde o início, vão ser usadas as vacinas adaptadas contra a Covid-19, contendo a estirpe original e a variante Ómicron, aprovadas ontem pela EMA (Agência Europeia de Medicamentos), dado que estas vacinas tem o perfil de eficácia e segurança adaptado às actuais variantes de Sars-COV-2 em circulação".  As fórmulas adaptadas, por vírus mensageiro (mNRA) da Pfizer e da Moderna, aprovadas na quinta-feira pela Agência Europeia de Medicamentos, vão chegar ao país a partir da próxima semana.

"O início da campanha realiza-se vacinando as pessoas com 80 ou mais anos de idade e as pessoas com doenças, com co-morbilidades", continuou a responsável.

A informação foi avançada ao início da tarde desta sexta-feira, por ocasião da apresentação do plano de vacinação contra a Covid-19 e a gripe para o próximo Outono e Inverno da Direcção-Geral da Saúde. Para a época que se avizinha, é recomendada a dupla imunização em simultâneo, com a administração nos dois braços. As novas vacinas destinam-se a toda a população com indicação para reforço, a partir dos 18 anos, ou dos 12 anos, quando há patologias de risco associadas.

Ao invés da estratégia anterior, os grupos de maior risco passam agora a ter indicação para o reforço independentemente do número de doses anteriormente administradas ou dos episódios de infecção. A regra é apenas que tenham passado 90 dias após a toma ou a doença.

Na Covid-19, o objectivo é terminar o esquema primário entre as crianças e jovens dos 5 aos 17 anos, neste caso com as vacinas habituais, e fazer os reforços entre os adultos. A prioridade vai para quem tem 60 e mais anos, idosos e profissionais de lares, pessoas a partir dos 12 anos, grávidas com patologias de risco e profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados.

Contra a gripe, o esquema contempla os idosos a partir dos 65 anos, os idosos institucionalizados, a população com seis ou mais meses de vida e doenças associadas, grávidas e profissionais de saúde e de outros cuidados. E aqui há este ano duas novidades: os idosos em lares vão receber uma vacina reforçada nunca antes administrada em Portugal e a gratuitidade fica limitada a partir dos 65 anos, ao invés do que aconteceu no ano passado. A população entre os 60 e os 64 anos vai ter de esperar até Dezembro e que sobrem doses.

A vacinação Covid-19 e contra a gripe vai ser assegurada em centros de vacinação, 397 em todo o país, e nos cuidados primários. Nas farmácias só será possível receber a protecção vacinal contra a gripe, sobretudo para a população sem indicação para as doses gratuitas.

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Covid-19: Rt em Portugal sobe para valor mais elevado desde Maio


O índice de transmissibilidade (Rt) da Covid-19 subiu para os 1,02 a nível nacional, depois de ter estado abaixo do limiar de 1 desde o final de Maio.

Segundo o relatório semanal sobre a evolução do número de casos, o Rt aumentou de 0,95 estimado a 19 de Agosto para 1,02 na sexta-feira.

E há quatro regiões do país que estão com este indicador acima desse limiar: Açores (1,26), Madeira (1,07) Norte (1,08) e Centro (1,06).

A média diária de casos de infecção a cinco dias também subiu ligeiramente a nível nacional, passando dos 2.716 para os 2.769, mas continua a registar um dos valores mais baixos do ano para este indicador.

A média mais alta de casos em 2022 foi registada no final de Janeiro, com 49.795 infecções diárias pelo SARS-CoV-2.

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) estima que, desde 2 de Março de 2020 e até 26 de Agosto, Portugal tenha registado um total de 5.416.981 casos de Covid-19.

O INSA adianta que a linhagem BA.5 da variante Ómicron (incluindo as suas múltiplas sub-linhagens) é dominante em Portugal" desde Maio, “apresentando uma frequência relativa de 94%".

sábado, 27 de agosto de 2022

Novos casos de Covid-19 aumentam ao fim de três meses em queda


A Direcção-Geral da Saúde (DGS) identificou 19.314 novos casos de Covid-19 em termos acumulados entre 16 e 22 de Agosto, mais 4.175 face aos registados nos sete dias anteriores. É a primeira vez no espaço de três meses que o número de novos casos sobe. O boletim desta sexta-feira indica ainda que, neste período, morreram 36 pessoas com a doença, menos dez óbitos em relação à semana de 9 a 15 de Agosto.

Na passada segunda-feira contavam-se 499 pessoas internadas com Covid, um recuo de 60 doentes face à semana anterior. Relativamente ao número de internamentos, este manteve-se em 39 pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos.

A incidência está em 188 casos por 100 mil habitantes (média a sete dias), o que representa uma subida de 28% comparativamente à semana anterior.

Por sua vez, o valor do R(t) - risco de transmissibilidade - acompanhou a tendência de subida das duas semanas anteriores e está agora em 0,95 numa média a cinco dias.

(Fonte da notícia: jornal online "Eco" de 26/08/2022)

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Fim do uso obrigatório de máscaras nos transportes públicos? Cuidado...


O Governo anunciou o fim do uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, farmácias, táxis e TVDE. A ministra da Saúde, Marta Temido, disse que se tem assistido à "manutenção da evolução favorável" da pandemia, "com uma tendência controlada da utilização dos cuidados de saúde e também com a informação científica disponível".

A máscara passou a ser obrigatória a 13 de Março de 2020, quando ainda não se tinha registado qualquer morte devido a Covid-19 em Portugal, o que viria a acontecer no dia 16. Agora, 892 dias depois, o uso de máscara deixa de ser uma obrigação, depois de mais de metade da população portuguesa (5,4 milhões de pessoas) ter sido infectada, e de quase 25 mil pessoas em todo o mundo terem morrido devido ao vírus, relatou o jornal "Diário de Notícias" esta sexta-feira.

Citando dados do Our World in Data, o jornal português avança que, em matéria de números de infectados e de mortes, Portugal compara-se mal com a média da União Europeia (UE).

O país regista uma taxa de 788,14 novos infectados diários por milhão de habitantes, face à média de 194,73 da UE. Portugal tem também uma taxa de 2,14 novas mortes por dia por cada milhão de habitantes, contra a média de 0,98 da UE.

Olhando para o período que decorre desde o início da pandemia, Portugal registou um total de 524.762,19 infectados por milhão de habitantes, ao passo que a média comunitária é de 364.860,5.

Só quanto ao nível do total de mortes por milhão de habitantes, Portugal parece alinhar-se com a média da UE. Neste campo, a UE regista uma média de 2.533,99 mortes por milhão de habitantes, ao passo que por cá se registam 2.409,79 mortes por milhão de habitantes desde o início da pandemia.