Porque na Vida há maus e bons momentos. Porque no dia-a-dia há acontecimentos que nos afectam positiva ou negativamente.
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terça-feira, 20 de agosto de 2024
quarta-feira, 7 de agosto de 2024
Na formação de médicos, Portugal está a meio da tabela da UE
Numa altura em que é notícia quase diária a falta de médicos de várias especialidades no Serviço Nacional de Saúde, o "Eurostat" adianta que Portugal está a meio da tabela dos 27 países da União Europeia no número de médicos diplomados em 2022.
Os especialistas não se cansam de sublinhar que não há falta de médicos em Portugal, mas sim que o problema é que faltam médicos no Serviço Nacional de Saúde. A comparação internacional efectuada pelo gabinete de estatísticas comunitário comprova isso mesmo: em 2022, havia 16,04 médicos licenciados por 100 mil habitantes em Portugal, a 13.ª taxa mais elevada e superior à média dos 27 Estados-membros da UE.
Nesse ano, as taxas mais elevadas de médicos diplomados foram registadas na Bulgária (29,49 por 100 mil habitantes), em Malta (27,66) e na Letónia (27,51). Do lado oposto aparecia a Eslovénia, com 11,36 médicos formados por 100 mil habitantes, seguida da Estónia (12,16) e da Alemanha (12,38).
(Fonte da informação: Jornal "Público" de 07/08/2024)
terça-feira, 7 de maio de 2024
O número de andorinhas em Portugal diminuiu 40% nos últimos 20 anos
O número de andorinhas em Portugal diminuiu 40% nos últimos 20 anos, uma queda representativa do "declínio generalizado" de diversas espécies de aves migradoras de longa distância, alertou hoje a "Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves" (SPEA).
A SPEA afirma que, se nada mudar em breve, é preciso encontrar outro símbolo para a chegada da Primavera.
E diz que também o cuco, o picanço-barreteiro e a rola-brava estão em declínio em Portugal, Espanha e na Europa em geral.
Os dados fazem parte do “Censo das Aves Comuns”, publicado hoje, que avaliou as tendências populacionais de 64 aves comuns em Portugal Continental para o período 2004-2023. É feita também a comparação com o que se passa em Espanha e na Europa, quanto às mesmas aves.
Segundo a SPEA, aves migradoras como as andorinhas têm sido afectadas pelas alterações climáticas, seja nos sinais que usam para iniciar a migração seja quanto à abundância de insectos para alimentar as crias.
A SPEA nota que, além das aves migradoras, também aves comuns nos meios agrícolas, como o pardal, o peneireiro e a milheirinha, têm estado em declínio nos últimos 20 anos, devido à “intensificação das práticas agrícolas”, que têm vindo a artificializar os campos, destruindo “os mosaicos tradicionais que permitiam que a biodiversidade florescesse”.
É preciso, acrescenta a SPEA, restaurar a natureza, implementar políticas que promovam práticas agrícolas sustentáveis, e fazer mudanças no ordenamento do território, no desenvolvimento energético e nas avaliações de impacto.
Fonte da notícia: MadreMedia/LUSA, 07/05/2024)
quinta-feira, 25 de abril de 2024
A miséria continua, se é que não aumentou
«Eu não tive muitas expectativas em relação ao 25 de Abril. Para mim foi essencialmente um movimento corporativo, ditado, em parte, pelo cansaço, no Corpo de Oficiais, em relação à guerra. Um movimento com o qual o governo de Marcelo Caetano não soube lidar, ora concedendo, ora reprimindo, de forma indecisa, contraditória e pouco eficaz.
Para mim e para os que, nos anos sessenta, acreditávamos num projecto de nação plurirracial e pluricontinental, pela qual tinham combatido e morrido alguns dos nossos amigos, para os que éramos e somos, antes do mais, nacionalistas, o 25 de Abril foi o fim desse ideal, desse projecto, do que agora nos aparece como uma utopia. Por isso não tínhamos muitas expectativas.
Mas o geral dos portugueses, que acreditaram na letra das promessas de Abril, esperavam, com o fim do regime autoritário e a chegada da democracia política, uma sociedade mais justa, uma vida melhor, para eles e para os seus filhos. Cinquenta anos passados, não creio que devam estar muito contentes.
A miséria continua, se é que não aumentou; e sobretudo, há cinquenta anos, esperava-se uma vida melhor para as novas gerações na maioria das famílias. Hoje, os filhos têm a expectativa de uma vida mais difícil e pior do que a dos pais. Os salários mínimos e médios são dos mais baixos da Europa e os serviços públicos entraram em crise, mesmo o Serviço Nacional de Saúde, que chegou a ser das poucas excelências do país e do regime.
Não temos censura prévia, mas poucas vezes se viu uma tão grande uniformidade de opiniões em tudo o que tem alguma importância, em política externa ou interna. E a dissidência, que dantes era interdita, continua a sê-lo, embora por processos mais sofisticados e sob a aparência de pluralidade.
Mas como, para o mal e para o bem, acabamos sempre por sofrer a influência da Europa, a nova vaga nacionalista, mais conservadora ou mais popular, já aí está e pode vir a trazer algum equilíbrio.
Quanto às novas gerações, não tenho idade nem procuração para falar por elas. Mas, a julgar pelas indicações da sociologia eleitoral, creio que as novas gerações são mais livres da propaganda do regime e da sua influência, que é muito televisiva. Vejo isso também pelo contacto que vou tendo, em termos pessoais. Apesar dos dispositivos orwellianos que, com o aproximar do meio século do golpe militar, se concentram em pintar os horrores do regime e o PREC como um período revolucionário, heroico e generoso, vejo que muitos dos mais novos – pelo menos os que têm alguma independência – não se deixam enganar e são críticos.
Isso deixa-nos a nós, mais velhos, uma certa esperança, sobretudo aos que sempre procurámos preservar um juízo objectivo da História e das realidades das coisas e nunca nos importámos muito de ser uma minoria marginalizada.»
(Artigo de opinião do politólogo Jaime Nogueira Pinto, publicado no jornal "Ionline" do dia 23/04/2024)
quarta-feira, 24 de abril de 2024
Os "retornados"
Transcrição, com a devida vénia, do artigo de opinião de hoje da autoria de Francisco Sarsfield Cabral,
«Meses depois da revolta militar que derrubou o antigo regime, vagas de ex-colonos desembarcaram em Lisboa, fugindo de uma situação de guerra civil em África. Receou-se uma catástrofe, mas as coisas correram melhor do que se esperava.
Quando se tornou claro que a revolta de 25 de abril alcançara o seu objetivo primordial – acabar com as guerras coloniais – muitos militares que estavam em serviço nas colónias não quiseram continuar a combater. Tornou-se, assim, inviável uma descolonização negociada.
Aliás, descolonizar como fizeram outros países europeus deveria ter sido uma operação realizada pelo anterior regime. Só que isso era impossível, perante a ficção que esse regime sustentava em matéria colonial.
Por isso a descolonização que se seguiu ao 25 de abril não foi programada nem pensada. Mas não houve em Portugal qualquer choque. As colónias africanas só muito recentemente tinham recebido colonos em alguma quantidade, pelo que as autoridades portuguesas controlavam apenas uma faixa litoral.
Logo após a independência, em Angola e depois em Moçambique iniciaram-se violentas guerras civis. Daí que meses depois do 25 de abril, vagas de ex-colonos desembarcaram em Lisboa, fugindo de uma situação de guerra, agora civil, nas colónias africanas.
A maior parte vinha quase só com a roupa que tinha no corpo. Alguns acolheram-se junto de familiares; muitos outros foram provisoriamente instalados pelo Estado em hotéis requisitados para esse efeito.
Num país em crise económica, além da crise política, a vinda de cerca de 600 mil “retornados” parecia constituir uma catástrofe. Os “retornados” passaram tempos muito difíceis, claro, mas a médio prazo não só lograram uma integração pacífica na sociedade portuguesa, como deram um apreciável contributo económico a uma economia semi-paralizada que desprezava a iniciativa privada.
Passados cinquenta anos, os “retornados” não representaram em Portugal um problema semelhante ao que, em França, os ex-colonos da Argélia trouxeram para o território francês. Foi um sucesso inesperado.»
quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
domingo, 8 de outubro de 2023
quarta-feira, 4 de outubro de 2023
terça-feira, 5 de setembro de 2023
A vida quotidiana em Portugal em 1943
Portugal do antigamente, versão cinematográfica, com imagem colorida por Dzedzi.
quarta-feira, 24 de maio de 2023
Queremos políticos com este perfil?
Transcrição, com a devida vénia, do artigo de opinião da economista Maria João Marques, publicado hoje no jornal "Público" sob o título "João, Eugénia e etc. Queremos políticos com este perfil?",
«Começo por avisar, para ninguém ler estas linhas ao engano: este não é um texto populista na linha de “os políticos são uns malandros que não fazem nenhum”. Pela razão mais simples: esta ideia é falsa. Os políticos, regra geral, trabalham como uns mouros, têm horários extensos que dão cabo da vida pessoal e familiar, são dedicados à profissão. Regra geral, repito; há exceções, mas a maioria está aqui descrita.
Acumulam com uma enorme responsabilidade - porque o seu trabalho e as suas decisões impactam o país e a vida das pessoas - tremendo escrutínio e ordenados risivelmente baixos. Trespassa de cima abaixo. Nas câmaras, no Governo, no Parlamento, nos gabinetes ministeriais.
As mulheres políticas, então, chocam de frente com uma cultura machista empedernida que as vê como boas para bater palmas aos protagonistas masculinos, serem obedientes e leais a quem as escolhe mas nunca, jamais, o horror, serem agentes políticos com ideias próprias e exercerem o poder sem tutelas. Não há partido que escape a isto.
Em suma: é um pequeno milagre termos pessoas com vontade de passar tempo da sua carreira na atividade política. Sobretudo mulheres. Sobretudo pessoas das minorias étnicas e raciais - estas, nem existindo quotas, são meia dúzia.
Porém, feita a ressalva, volto ao título. Queremos - melhor: é sustentável - mantermos o perfil de políticos que temos agora no Governo? E que não é só problema deste Governo ou do PS, apesar de no PS ser mais saliente, porventura porque governou mais tempo nas últimas décadas; o PSD, vê-se na Assembleia da República e nas câmaras que governa, está praticamente igual.
A que perfil me refiro? - questiona a leitora e o leitor impacientes. Bom, ao tipo de político que protagoniza um falhado pacote Habitação e os sucessivos casos da TAP, que não se esgotam nos recentes eventos tragicómicos envolvendo Galamba e o seu ex-assessor e a sua chefe de gabinete. (Não detalho porque não tenho caracteres disponíveis.) É impossível desligar todos estes eventos do percurso profissional dos políticos que os protagonizaram.
João Galamba. Andou anos em Londres para um doutoramento que não terminou. Passou brevemente por um banco e uma consultora até chegar às nomeações políticas para a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia e a seguir, com 33 singelos anos, a deputado.
Eugénia Correia. Assessora de gabinetes ministeriais desde 1996, depois de três anos como docente universitária. Nos poucos intervalos do Governo, foi jurista da CGD, essa outra empresa pública que, tendo o mesmo escrutínio que a TAP, produziria, estou convencida, escândalos ainda mais potentes.
Pedro Nuno Santos. Deputado desde 2005, aos 28 anos. Louva-se a passagem nas empresas familiares, um bom contacto com a vida real do país, mas foi experiência toca e foge.
Fernando Medina. Nos governos desde Guterres, com passagem pela Câmara de Lisboa. Antes trabalhou em ministérios. Uma carreira inteiramente pública.
Mariana Vieira da Silva. Entrou para os gabinetes ministeriais em 2005 (27 anos), depois de ter sido investigadora uns poucos anos.
Marina Gonçalves. Teve dois exíguos anos de experiência como advogada, em part-time enquanto já assessora do grupo parlamentar do PS - segundo se entende da nota curricular do Governo. Depois disso, só gabinetes de Governo e Parlamento.
Vêem o padrão, certo? Políticos sem nenhuma experiência do mundo real. Nem qualquer contacto, ou muito rápido, com o mundo privado - aquele sobre o qual decidem mas que desconhecem inteiramente. Formados desde sempre nas tricas partidárias, onde se sobe por acertar nas lealdades certas, não por competência. Não sabem o que são as restrições de tesouraria das PME. Desconhecem as aflições do trabalho social ou associativo, onde se ajudam efetivamente as pessoas sujando as mãos, longe do glamour dos gabinetes ministeriais. As equipas que gerem são de políticos wannabe, usualmente da mesma fação, sem competição ou contestação criativa.
Não há avaliação de desempenho: os resultados das políticas na vida das pessoas não contam. A avaliação é feita consoante se se contribuiu, ou não, para o sucesso político do patrono ou para a manutenção ou ganho do poder. Acederam demasiado cedo a cargos muito bem remunerados para a média nacional, desconhecendo por completo a vivência dos seus contemporâneos de empregos precários e mal pagos atrás uns dos outros, ou imigração, mesmo depois de um curso superior.
Com políticos e governantes que vivem e viveram numa bolha totalmente fora da realidade das pessoas para quem legislam e governam - realidade que lhes é tão estranha como a atmosfera de Marte -, como podemos ter boas políticas ou gestão competente dos ministérios? Como é óbvio, não podemos. Temos pessoas a decidir e governar sobre matérias e setores de que são ignorantes. E, não, ler dossiers e ouvir este e aquele não dá o conhecimento do terreno desejável para decidir bem. Sobretudo, não dá a experiência dos sobressaltos da vida real.
Os vários casos TAP, além das muitas consequências políticas que terão de ter, mostram que o atual perfil de políticos que proliferam no Governo, nas câmaras, no Parlamento e nos partidos é tóxico.
Não trago solução de fórmulas, mas pelo menos para as listas de deputados e para os cargos de secretário de Estado ou ministro deveria existir uma exigência mínima de experiência profissional fora do ambiente público. Ou uma exigência militante dos media e dos cidadãos de uma mistura pelo menos metade-metade, na Assembleia da República e no Governo, entre pessoas que viveram no mundo real e políticos profissionais. Também não me deleito com o extremo oposto: um governo ou um grupo parlamentar de tecnocratas - que tendem a ser politicamente pouco hábeis. (E quem faz percurso nos partidos detesta-os acidamente). Talvez na mistura esteja o sucesso.
Claro, mudar o dito perfil - para políticos que, enfim, saibam da vida - requer que se aumente decentemente os ordenados de deputados e membros do Governo. E se revejam leis de incompatibilidades. Se queremos profissionais experientes de fora, não lhes podemos exigir que, saindo da política, se dediquem aos bordados (ou a facilitar acesso), a invés de trabalharem no que sabem.
Um ponto é certo: o atual perfil dos políticos não serve. Precisamos de outro.»
segunda-feira, 15 de maio de 2023
Senhor ministro, meta lá mais tabaco nisso, por favor
Com a merecida e devida vénia, eis a crónica de opinião de Ana Sá Lopes, publicada ontem no jornal "Público",
«Estamos a preparar uma nova “lei seca” - só que, desta vez, não é com o álcool. À falta de melhores ideias para resolver os problemas sistémicos do SNS, Manuel Pizarro veio apresentar-nos esta semana a revolução antitabaco.
É o delírio: o cidadão está a fazer uma viagem grande na auto-estrada e acabou-se o tabaco? Esqueça. As bombas de gasolina só vão bombar álcool. Troque o vício: compre uma garrafinha de gin, das pequenas. Ou umas minis, se se contentar com isso. Corre o risco de se matar ou matar umas pessoas de seguida? Acontece. O Governo não vai medir a taxa de alcoolemia na auto-estrada.
O fumador que já se conformou em não fumar em locais fechados acabou de receber uma magnífica notícia de Manuel Pizarro: também não vai poder fumar em lugares abertos! Ele está sinceramente a ponderar o risco que fumar nas esplanadas totalmente abertas representa para a saúde.
Caro cidadão, pode açambarcar todo o álcool que quiser no supermercado, no minimercado, mas tabaco não. Beba o seu bagaço descansado - ou dois ou três, os que quiser - mas nem sonhe comprar tabaco no café. É em nome da sua saúde, console-se. Se estiver nervoso, meta outra aguardente.
O stress provocado pela falta de tabaco ou antidepressivos pode ser compensado com vinho - já ouvi um notável psiquiatra dizer isto a uma pessoa que conheço e que acabou por recorrer à opção. Não sei se isto ocorreu ao Governo.
O tabaco faz mal, sim. Muitos ex-fumadores são notáveis proibicionistas, até por uma razão simples: é muito difícil deixar de fumar, e a ortodoxia é típica dos cristãos-novos.
Gostava que a preocupação com a nossa saúde se estendesse ao álcool, mas nesse capítulo zero. E está provado que o alcoolismo, ainda muito prevalecente em Portugal, destrói pessoas, espoleta agressões a mulheres e crianças em contexto familiar, torna a vida um inferno às famílias mesmo que não ocorram crimes.
O álcool, que contribui também para os gastos do Instituto Português de Oncologia, é um destruidor de pessoas e tem um papel nos casos de violência doméstica. Mas isso não interessa especialmente ao Governo empenhado em ir além das directivas europeias que obrigam a equiparar o tabaco aquecido ao tabaco normal.
A frase da secretária de Estado da Promoção da Saúde é um mimo: “Basicamente deixa de haver locais onde seja possível fumar.” E beber, senhora doutora? Se é para promover a saúde – e combater assassínios, coisa que não há memória de o tabaco ter provocado –, mais vale também acabar com os locais onde seja possível beber.
Percebo que o Governo esteja pedrado com o caso TAP e precise de criar distracções. Mas a ideia de só vender tabaco em “tabacarias ou similares” coloca, desde logo, uma interrogação: o que é um similar de uma tabacaria? Não há doutrina. E nas pequenas aldeias onde não existe qualquer tabacaria deixa de se vender tabaco? Como é que o Governo vai decidir o que é o "similar"? Um café? Ah, mas os cafés não podem vender. O Dr. Pizarro deve ter matutado no assunto.
E, pronto, também o ministro da Saúde acabou de entrar na discussão sobre o novo aeroporto de Lisboa: quer manter a Portela a todo o custo para o resto das nossas vidas. Comprar tabaco nos aeroportos? Mas se não se pode fumar nos aeroportos porque é que se vende tabaco nos aeroportos? Ah, claro, as free shops. Uma chatice acabar com esse negócio e o do álcool. Os pequenos comerciantes que se tramem.
Um Estado que se financia explorando os mais vulneráveis da sociedade através do vício do jogo - as “raspadinhas”, essa demência institucionalizada recentemente - está a gozar connosco quando nos quer tirar da vista os cigarros.
Enquanto o ministro Manuel Pizarro se ocupava com os lugares onde (não) poderemos comprar tabaco - eu irei açambarcar, como se fez com o papel higiénico na covid -, saiu o relatório da OCDE onde se diz que Portugal é um dos países onde mais álcool se consome na União Europeia, o que pode levar à redução de um ano na esperança de vida daqui a 30 anos. Se quer a ditadura higiénica, vá até ao fim, senhor ministro. E acabe com os enchidos de porco, as gorduras trans, a fast food. Há todo um mundo de proibicionismo e limitação das liberdades individuais à sua espera. Se quer ser coerente, avance a toda a brida e imponha a lei seca. Deu bons resultados no século XX nos Estados Unidos.»
terça-feira, 2 de maio de 2023
Portugal e o processo de convergência com a União Europeia
Do discurso, no dia 18 de Abril, da Comissária Elisa Ferreira para o seminário internacional "Regional economic convergence: recent trends and challenges in the external and internal convergence of Portugal"
"Em Portugal, apenas a área metropolitana de Lisboa tem um PIB per capita (em paridades do poder de compra) próximo da média da União Europeia - embora esteja em declínio. O Algarve e a Madeira oscilam em torno dos 75% da média europeia. Mas em todas as outras regiões portuguesas, o PIB per capita é igual ou inferior a 70% da média da União. E o Norte e o Centro, apesar de apresentarem taxas de crescimento superiores à média europeia, nem por isso estão a conseguir sair da verdadeira armadilha da estagnação num nível de rendimento que as classifica como regiões atrasadas (inferior a 75%). Igualmente preocupante é o facto de, com exceção de Lisboa e do Algarve, todas as regiões portuguesas estarem a perder população".
quinta-feira, 27 de abril de 2023
quinta-feira, 9 de março de 2023
sexta-feira, 10 de junho de 2022
sábado, 29 de janeiro de 2022
sexta-feira, 28 de janeiro de 2022
segunda-feira, 20 de dezembro de 2021
terça-feira, 14 de dezembro de 2021
Seca irreversível em Portugal pode tornar a água mais cara
Estudo apresentado pela Agência Portuguesa do Ambiente avalia recursos hídricos presentes e futuros, traçando um cenário drástico se nada for feito.
quarta-feira, 17 de novembro de 2021
O falso milagre económico português
Num curto espaço de tempo, Portugal deixou o programa de austeridade e aparece como um modelo de retoma económica, mas quem são os perdedores do "milagre económico" português?
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