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sábado, 23 de maio de 2020

Estão a aumentar as lesões da cabeça e do pescoço relacionadas com o uso do telemóvel


.../...«As lesões resultantes do uso do telemóvel têm sido cada vez mais relatadas, em grande parte no contexto de incidentes relacionados com a condução, mas outros mecanismos de lesão têm sido igualmente notificados. Os smartphones modernos são substanciais em tamanho e no peso e, em circunstâncias particulares, podem mesmo causar danos físicos, como as lacerações traumáticas acidentais da face. Estas lesões podem, por vezes, representar uma fonte significativa de carga de doença contribuindo para elevar níveis de ansiedade e diminuição da autoestima.

Estudos mostram que as lesões associadas ao uso do telemóvel são mais frequentes entre os adolescentes. A maioria dos projetos de saúde pública para a prevenção da doença alerta a população para o elevado risco do uso do telemóvel durante a condução. Mais recentemente, tem sido dado mais ênfase aos perigos associados aos jogos de expansão da realidade virtual, do qual é exemplo o Pokémon Go. Este tipo de jogos transformam o indivíduo na personagem principal do jogo e colocam-no a percorrer a via pública num cenário de jogo virtual, com risco inerente de acidentes por distração ou mesmo alheamento do que se passa à sua volta.
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• Houve um aumento explosivo de lesões da cabeça e do pescoço relacionadas com o uso do telemóvel a partir de 2007, período que coincide com o lançamento do primeiro grande smartphone de sucesso no mercado americano, o iPhone (Apple Inc).
• O diagnóstico mais comum na análise realizada foi a laceração, seguida pela contusão e abrasão. Outro diagnóstico com elevada prevalência foi a lesão de órgão interno, onde se incluem o hematoma subdural e a contusão cerebral.».../...

[Créditos: Dra. Elisa Costa Moreira, Head and Neck Injuries Associated With Cell Phone Use, Revista de Medicina Desportiva, Maio de 2020 - N.º 11(3)

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Telemóvel, a nossa segunda pele?

O artigo de opinião da autoria de António Guerreiro, intitulado "A segunda pele: o telemóvel", publicado hoje no jornal "Público". Com a devida vénia,

António Guerreiro«O Liceu San Benedetto, da cidade italiana de Piacenza decidiu fazer uma experiência radical: banir os telemóveis do início ao fim de cada dia de aulas, incluindo os intervalos. À entrada da primeira aula de cada dia, os alunos são obrigados a introduzir os seus telemóveis numa bolsa que os bloqueia completamente. Nenhuma utilização clandestina é possível porque nenhum aluno detém o código de abertura da bolsa.

Entrevistados por uma televisão italiana, alguns alunos mais condescendentes falam da experiência como um castigo benévolo que lhes é infligido e que consiste, diz um deles, “em fazê-los sentir fora do mundo”. Mas outros há que parecem ecoar as palavras de Kurtz, em O Coração das Trevas: “The horror, the horror”. É o caso de uma rapariga que diz que é “uma das piores torturas”, uma coisa “terrificante” que não deseja a ninguém.

Devemos salientar: estamos em Itália, o paraíso do telefonino. Mas hoje, para onde quer que orientemos o radar, só uma pequena minoria consegue não se sentir fortemente afectada pela privação do telemóvel. Já não é um aparelho que se tem ou não se tem: é um “instrumento absoluto” que, na sua ausência, nos faz sentir em estado de privação.

Quem, nos anos 90 do século passado, experimentou viajar de comboio de Munique para o Norte da Itália, ficava pasmado com um contraste gritante: após a paragem na primeira estação italiana, em Bolzano, acabava-se a tranquilidade e instaurava-se o casino italiano. Na altura, grande parte dos alemães ou ainda não tinha telemóvel ou achava que tal objecto não era para ser usado despudoradamente, diante dos outros passageiros da carruagem.

Hoje, quer se entre em Itália pelos Alpes suíços, quer se entre pelos Alpes austríacos, as fronteiras já são muito menos marcadas. E certamente que do outro lado há pedagogos e directores de escolas a olhar muito interessados para a experiência italiana.

Logo após o aparecimento do telefonino, Umberto Eco escreveu uma das suas crónicas a desvalorizá-lo, a mostrar que a comunicação instantânea permitida pelo telemóvel servia motivos fúteis e nenhuma questão de vida ou de morte estava aí em jogo. Alguns anos depois, reviu e corrigiu essa crónica e formulava deste modo a questão: “Podemos ainda viver sem telemóvel”? Podemos, claro, mas entretanto muita coisa mudou na nossa vida e sentimos que se abre um abismo aos nossos pés quando colocamos a hipótese de voltar à era antes do telemóvel.

Imagem relacionada

Quando reescreveu essa crónica, já outro italiano, um filósofo bem conhecido, Maurizio Ferraris, tinha escrito o seu tratado de Ontologia del telefonino. Assim reza o subtítulo de um livro de 2011, que se chama Dove sei? (onde estás?) e é ilustrado com a foto de um judeu a pôr um telemóvel colado ao muro das lamentações.

Para Ferraris (que entretanto se tornou um dos filósofos mais polémicos em Itália por causa de um “manifesto do novo realismo”), o telemóvel é um objecto filosoficamente interessante, ao ponto de suscitar uma ontologia, na medida em que a pergunta pertinente para o telefone fixo, “Quem é?” passou a ser, para o telemóvel, “onde estás?”.

Do outro lado, sabemos sempre quem é, a não ser que o telemóvel tenha sido roubado, porque o aparelho é quase como uma impressão digital. O que não sabemos é onde está: pode estar em qualquer parte do mundo, inclusivamente a poucos metros de nós, tão acessível por via vocal como pelas ondas que dão instantaneamente a volta ao mundo para regressarem quase ao ponto de partida.

Outra transformação radical: não podemos ignorar que alguém nos telefonou, deixou de ser possível dizer que não sabíamos de nada. Agora, se não respondemos, temos de arcar com a responsabilidade do nosso silêncio.»

sábado, 9 de junho de 2018

Cidade chinesa tem passeio para peões que não conseguem levantar a cabeça do telemóvel!

Um centro comercial da cidade chinesa de Xi'an decidiu criar passeios nas suas redondezas especificamente para peões que não levantam a cabeça dos telemóveis. "Por favor, não olhe para baixo o resto da sua vida" ou "Passeio destinado à tribo das cabeças baixas" são duas das mensagens que acompanham estas faixas coloridas. (Ler mais aqui)


sábado, 30 de dezembro de 2017

A Apple pede desculpa por tornar iPhones antigos mais lentos e promete mudar...

A notícia tem origem na agência noticiosa "Reuters" e foi publicada ontem no jornal "Público". Aqui vai:

«Numa altura em que enfrenta processos judiciais e críticas dos consumidores, a Apple vai reduzir o preço da substituição de baterias nos iPhones mais antigos e vai mudar o software para mostrar aos seus clientes se as baterias dos smartphones estão em bom estado.

Numa mensagem publicada no seu nesta quinta-feira, a Apple pede desculpa pela forma como lidou com a questão de tornar mais lentos os iPhones antigos e promete fazer mudanças para que “reconhecer a lealdade” dos seus clientes e “recuperar a confiança de quem possa duvidar das intenções da Apple”.


A empresa norte-americana disse que vai reduzir o preço da troca de bateria fora da garantia, passando-o de 79 para 29 dólares no caso dos Iphones 6 ou mais recentes, a partir do próximo mês. A empresa também vai actualizar o sistema operativo iOS para permitir que os utilizadores saibam se a bateria está em mau estado e se isso está afectar a performance do telefone.

“Sabemos que alguns de vocês sentem que a Apple vos desiludiu. Pedimos desculpa”, lê-se no comunicado da empresa.

A 20 de Dezembro, a Apple admitiu que o seu software reduz a velocidade de alguns telefones com problemas na bateria. Segundo a empresa, o problema advém do facto de que todas as baterias de ião lítio se degradarem e terem problemas em fornecer energia à medida que envelhecem e acumularem ciclos de carga, explicou então em comunicado. O mesmo problema pode acontecer quando as baterias estão frias ou com pouca carga.

Essa admissão da Apple foi ao encontro da crença de alguns clientes de que a empresa reduzia propositadamente a velocidade dos iPhones mais antigos para levar os consumidores a comprarem os modelos mais recentes.

A Apple diz agora que nunca fez nada para intencionalmente reduzir o tempo de vida de um produto, mas tem estado debaixo de fogo.

Foi alvo de pelo menos oito processos judiciais na Califórnia, Nova Iorque e Illinois, baseados na ideia de que a empresa defraudou os utilizadores ao reduzir a velocidade dos telefones sem os avisar. E enfrenta igualmente queixas em França, onde a chamada obsolescência programada é ilegal.»

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Avaria - agora foi com a MEO...

Subitamente... três dias e meio sem acesso à Internet, sem televisão e sem possibilidade de utilização do telefone fixo! Foi esta a última "oferta-surpresa" da MEO, a operadora  contratada há dois anos, quando a Optimus/Clix suspendeu o respectivo serviço de ADSL.

Contactado o serviço de Apoio Técnico (por telemóvel, a pagar, claro...), realizados testes online, informaram haver uma "avaria externa" que a operadora procuraria solucionar num prazo de 24 horas. Não foi o que sucedeu.

Passadas 24 horas efectuou-se novo contacto, por telemóvel, para o atendimento de Apoio Técnico da MEO, pedindo explicação para a persistência da avaria. Como resposta obteve-se apenas a informação de que o assunto estava a ser tratado...

Ao quarto dia de duração da avaria, face à inexistência de solução e perante a proximidade de fim de semana, novo contacto matinal, por telemóvel, com o Apoio Técnico da MEO. A mesma resposta, e nenhuma estimativa de prazo para resolução da avaria... À pergunta insistente de como e a quem apresentar uma fundamentada reclamação, a resposta foi a de que deveríamos aguardar, simplesmente aguardar que alguém conseguisse resolver o problema. 

E a recuperação dos três serviços interrompidos surgiu finalmente a meio do quarto dia. Através de mero contacto telefónico por parte de um eventual técnico e de, um pouco mais tarde, uma simples mensagem de telemóvel. Sem nenhuma explicação para o sucedido, sem nenhum pedido de desculpa. Informando apenas que os serviços tinham sido repostos.

Não foi a primeira, nem a segunda vez que nos confrontámos com uma avaria deste tipo. Nenhuma tão abrangente nem tão demorada como esta.

Constata-se que, de um tipo de serviço inicialmente prestado por uma único operadora, a PT monopolista, passaram a existir operadoras que concorrem entre si, mas em que as respectivas ofertas pouco diferem, quer no género, quer na qualidade. Mudaram também, é certo, algumas "moscas", e apareceram outras. Porém o "substrato" continua mal cheiroso. Até porque esse dito "substrato" aumentou em quantidade...

segunda-feira, 16 de maio de 2016

"dumbphones" em vez de "smartphones" ?

As vendas de telemóveis só com funções básicas estão a crescer

«Com o custo de 295 euros, o MP 01 não é propriamente barato. Não tem ecrã touch e o visor é a preto e branco. Mas o mais insólito é que este telemóvel lançado no último verão pela empresa suíça Punkt só serve para duas coisas: fazer chamadas e enviar mensagens sms. Sim, isso mesmo, o telefone não recebe chamadas nem mensagens.

"Quanto mais os nosso telefones fazem, mais exigem de nós. Às vezes é bom termos uma pausa. Mas, até agora, a única alternativa aos telefones hyper conectados tem sido o tipo telefones que encontra esquecido no fundo de uma gaveta. O MP 01 é um estiloso e cuidado telemóvel que se foca na moderna simplicidade, por dentro e por fora. Faz chamadas e envia mensagens. E é tudo", lê-se na descrição do aparelho no site da Punkt.

É um exemplo extremo de uma nova moda - os "dumbphones", ou telefones burros, por oposição aos "smartphones" que se generalizaram quando a Apple apareceu no mercado das telecomunicações móveis, há mais de uma década. São aparelhos básicos, feitos a pensar nas pessoas que dispensam toda a atenção que os dispositivos mais inteligentes exigem. E têm uma grande vantagem - só precisam de ser carregados uma a duas vezes por semana. Lembra-se desses tempos?

Um artigo recente publicado no Wall Street Journal diz que as vendas de aparelhos como os flip phones (os telemóveis que se abrem em concha) ou os candybar phones (os tradicionais aparelhos compridos e finos) atingiram 24 milhões de unidades vendidas nos EUA em 2015, mais 2 milhões do que no ano anterior.

Maxime Chanson, dono da Lekki, um site que vende modelos vintage de telemóveis para uma clientela requintada, explica à NBC o segredo do sucesso do seu negócio: "Algumas pessoas fartaram-se da ultra conectividade do século 21 e procuram um telefone que lhes dê espaço para a vida privada, sem serem constantemente interrompidas".

Estudos recentes dão conta da ansiedade que os aparelhos topo de gama ajudaram a construir. Nos EUA, cada utilizador olha para o seu telefone a cada seis minutos e meio. Cerca de 50% dos adolescentes estão viciados no telemóvel e há queixas de uma fobia a que chamam "ringxiety," em que os utilizadores imaginam ouvir chamadas ou toques de alerta.»

(Adaptado do artigo de José Carlos Marques, «A moda dos telemóveis 'burros'», publicado no jornal "Correio da Manhã" de 09.05.2016)

sábado, 7 de maio de 2016

Zona Wi-Fi será de facto ameaça para a Saúde?

A propósito de um artigo publicado, com grande destaque, na revista "VISÃO" N.º1207, do período de 21/4 a 27/4/2016, intitulado "Zona Wi-Fi: Ameaça para a Saúde", surgiram várias reacções entre as quais há que salientar aquela que, pelo conteúdo largamente fundamentado, pela origem (CONCEPT - Comunidade Céptica Portuguesa), e pelas pessoas que a subscrevem, deve ser considerada. Eis um excerto:

.../... «O artigo em causa merece várias críticas por quatro motivos: contém erros técnico-científicos; apresenta um grande desequilíbrio entre as opiniões de especialistas e de leigos; não tem em conta as evidências científicas actuais; e apresenta-se com um carácter sensacionalista.


Começando pelo aspecto sensacionalista e alarmista da reportagem, este está patente desde logo na capa da revista com a seguinte afirmação “Zona Wi-Fi: Ameaça para a Saúde”. Logo abaixo surge outra afirmação: “As ondas eletromagnéticas estão por todo o lado e cientistas acreditam que podem causar danos”. Qualquer leitor que se depare com esta capa vai reter que a tecnologia Wi-Fi é perigosa para a saúde e que tal é um facto que reúne o consenso científico. Ora, tais afirmações taxativas não poderiam estar mais longe dos factos científicos que conhecemos: não está demonstrado que as radiações electromagnéticas usadas, quer na tecnologia Wi-Fi quer nos telemóveis, sejam perigosas para a saúde humana; o consenso científico aponta precisamente na direcção oposta à que é dada a entender na capa.

Sobre a Hipersensibilidade à Radiação Electromagnética (EHS), diz a autora do texto que a doença não é consensual internacionalmente por não haver provas científicas. Mas após reconhecer estes factos, parece deixar na dúvida os leitores, dando a entender que poderá existir uma relação causal com testemunhos pessoais e “conselhos” sobre como reduzir a exposição às ondas electromagnéticas. Em nenhum ponto da peça é indicado que existem vários estudos científicos disponíveis sobre a EHS e que a generalidade das revisões sistemáticas não encontrou nenhuma ligação directa entre os campos electromagnéticos e a EHS. Adicionalmente, em condições devidamente controladas, os doentes com EHS não conseguem sequer saber se estão ou não a ser expostos a radiações electromagnéticas (ver estudos abaixo). Tudo isto sugere que a EHS seja na realidade uma condição psicossomática com base em efeitos nocebo, isto é, os sintomas dos doentes, apesar de reais e debilitantes, não são causados pelos campos electromagnéticos, mas antes, pela crença dos pacientes de que 1) estão expostos a campos electromagnéticos e 2) que esses campos electromagnéticos são perigosos.

Como ponto positivo, reconhecemos que a autora contactou alguns especialistas (médicos e engenheiros). No entanto, colocou ao mesmo nível os factos apresentados pelos especialistas e as opiniões dos leigos, como se tivessem o mesmo peso, e deixando os leitores na dúvida sobre as consequências para a saúde advindos da radiação dos aparelhos sem-fios.»
.../... (continuar a ler aqui)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Hedy Lamarr

Hedy Lamarr, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler, actriz e inventora austríaca radicada nos Estados Unidos da América, nasceu no dia 9 de Novembro de 1914 em Viena.

Filha de pais judeus, de Gertrud, nascida Lichtwitz, a mãe, pianista,  nascida em Budapeste, numa família de classe média e de Emil Kiesler, o pai, natural de Lemberg, actual Lviv, na Ucrânia, director bancário, Hedy Lamarr estudou ballet e piano até aos 10 anos de idade. Desde pequena que Hedy Lamarr se destacou pela inteligência sendo considerada pelos professores como sobredotada. Começou a estudar engenharia aos 16 anos, mas três anos mais tarde, em 1933, abandonou esses estudos, seduzida pela sua veia artística, e iniciou-se no teatro de Berlim como aluna do director Max Reinhardt, que a considerou "a mais bela mulher da Europa". Aos 17 anos conseguiu o seu primeiro papel num filme alemão, mas foi o desempenho no filme Ecstasy, filme checo, feito em Praga em 1933, em que protagonizou o primeiro orgasmo feminino da história do cinema, que a colocou na ribalta, sob os olhares dos produtores de Hollywood. Ficou conhecida, desde então, como a Ecstasy Girl.

Mas Hedy Lamarr não ocupa lugar na história apenas pela sua presença no cinema. Foi também pioneira na área das tecnologias da comunicação. Em 1942 inventou e patenteou um sistema de comunicações secretas que se veio a tornar fundamental para as comunicações militares e para a telefonia móvel. O sistema que Lamarr desenvolveu, em parceria com o compositor George Antheil, um dispositivo que conseguia alterar as frequências dos sinais de rádio, impedindo que os inimigos durante a II Grande Guerra Mundial descodificassem as mensagens trocadas. Embora o sistema não tivesse sido utilizado, na altura, pelos militares, ele lançou as bases para tecnologias como a do Bluetooth, do GPS e do Wi-Fi, amplamente utilizadas actualmente.

Efectivamente, Antheil e Lamarr submeteram a sua ideia, em Junho de 1941, ao Departamento de Guerra norte-americano, que a recusou. Em Agosto de 1942, a invenção foi patenteada por Antheil e "Hedy Kiesler Markey", nome real de Hedy Lamarr. A versão inicial consistia na troca de 88 frequências e era feito para despistar radares, mas a ideia pareceu difícil de realizar nessa época.

E a ideia não foi concretizada até 1962, quando passou a ser utilizada por tropas militares dos E.U.A. em Cuba, quando a patente já expirara. A empresa "Sylvania" adaptou a invenção. Manteve-se ainda relativamente desconhecida até 1997, quando a "Electronic Frontier Foundation" deu a Lamarr um prémio pela sua contribuição. Em 1998, a "Ottawa Wireless Technology" desenvolveu Wi-LAN, Inc. "adquirindo 49% da patente de Lamarr" (Eliza Schmidkunz, Inside GNSS). Antheil morrera em 1959.

A ideia do aparelho de frequência de Lamarr e Antheil serviu de base para a moderna tecnologia de comunicação, tal como COFDM usada em conexões de Wi-Fi e CDMA usada em telefones móveis.

Patentes similares foram registadas por outros países, como a Alemanha, onde os engenheiros da "Telefunken", Paul Kotowski e Kurt Dannehl, registaram as patentes em 1939 e 1940.

sábado, 25 de julho de 2015

Há relação entre dispositivos "Wireless" e o aparecimento de doenças como o cancro

Um estudo (Oxidative mechanisms of biological activity of low-intensity radiofrequency radiation), agora divulgado na revista Electromagnetic Biology and Medicine, demonstrou que a radiação dos dispositivos que emitem radiofrequências causa um desequilíbrio metabólico nas células que pode estar na origem de vários problemas de saúde, incluindo o aparecimento de cancro.

O desequilíbrio, conhecido como "stress oxidativo", provocado pela radiação das radiofrequências, pode ainda estar na origem de dores de cabeça, fadiga e até de irritação de pele, neste último caso após longos períodos de exposição.

«Os nossos dados são um sinal claro do risco real que a radiação representa para a saúde humana», afirma em comunicado Igor Yakymenko um dos investigadores do estudo.

Os autores da investigação dizem ainda que dos 100 estudos já realizados e que analisaram este tema, o efeito das radiações de radiofrequência (RRF) nas células vivas, 93 deles concluíram que existe um efeito negativo sobre os sistemas biológicos.

«A nossa análise demonstra que as RRF de baixa intensidade são um agente oxidativo significativo para as células vivas com um alto potencial patogénico e que o "stress oxidativo" induzido pela exposição às RRF deve ser reconhecido como um dos mecanismos primários da actividade biológica deste tipo de radiação», lê-se no estudo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Continua a "invasão" chinesa. Agora com os telemóveis...

Três dos cinco maiores fornecedores de smartphones do mundo são empresas chinesas que, aos poucos, começam a ameaçar a liderança bipartida entre a Samsung e a Apple, segundo os dados do segundo trimestre do ano a nível global. Nesse período, o sistema operativo Android voltou a bater um novo recorde: equipa 85% dos smartphones vendidos no mundo.

Samsung (Coreia do Sul) - 25,2%
Apple (EUA)                      - 11,9%
Huawei (China)                 -   6,8%
Lenovo (China)                 -   5,4%
Xiaomi (China)                  -   5,1%

Apesar de manter a liderança na venda de smartphones, a Samsung viu a sua quota de mercado descer de 32,6% para 25,2% (tal como a Apple desceu de 13,4% para 11,9%) Todas as marcas chinesas subiram. O destaque principal vai para a Xiaomi que, com apenas três anos de actividade, já é a quinta maior construtora mundial.

(Notícia publicada na rubrica "Radar Panorama" da revista "Visão" n.º 1118, de 7 de Agosto corrente)