domingo, 15 de abril de 2018

Não têm idade para comprar tabaco ou conduzir, mas podem "mudar de género"...

O Parlamento português aprovou a lei que permite a mudança de género no registo civil a partir dos 16 anos, sem que seja necessário um relatório médico. A propósito deste facto, o humorista Diogo Faro publicou ontem, no portal do SAPO24, um artigo de opinião, sob o título "Pode mudar-se de género, não se pode comprar tabaco", de que, com a devida vénia, se apresenta o seguinte excerto,

.../...«Aos 16 anos, nós nem sequer sabemos que profissão queremos ter, como é que havemos de saber como é que nos definimos enquanto seres sexuais? O que as pessoas que defendem esta lei não percebem é que o realmente importa na vida é a profissão que se terá. A vida ideal para a sociedade é que os miúdos escolham ser médicos, engenheiros, arquitectos e gestores, e os que forem burros e não conseguirem estudar (ou não tiverem capacidade financeira para isso) ficam para criados destes. Familiarmente, quer-se sempre um homem e uma mulher normais com pelo menos 2 filhos normais, mesmo que sejam os quatro muito infelizes têm de aguentar para o bem de todos. E isto é o que importa. A profissão e o cumprimento dos desígnios sociais que nos são impostos sem questionar, não é a personalidade nem a forma como cada um se sente na sua própria pele. Querem comprar tabaco aos 16? Não podem porque faz mal. Querem conduzir? Não podem porque faz mal? Querem votar? Não podem porque faz mal? Querem pedir a reforma? Não podem porque faz mal. Então deixem-se dessa parvoíce de mudar de género só porque não se identificam com o género com que nasceram porque isso afecta muita gente que não nem absolutamente nada a ver com a vossa vida.»

Sem comentários: