quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Médicos vão receber mais 750 euros para ir para o interior

O Governo aprovou uma bolsa para médicos que queiram ir trabalhar para o interior do país, lê-se hoje no jornal «i». Em troca, devem comprometer-se a permanecer depois, pelo mesmo tempo que dura a formação (de cinco a sete anos, conforme a especialidade médica), nos respectivos hospitais e centros de saúde, que se ressentem, há muito, com a falta de profissionais. O objectivo é fixar clínicos em zonas com falta de especialistas. Quem sair antes do fim do tempo terá que devolver parte do dinheiro.

Esta é uma versão, aparentemente melhorada, do antigo "Serviço Médico à Periferia" do pós-25 de Abril, que precedeu a criação do Serviço Nacional de Saúde. A partir de 1975, os médicos que concluíam o internato de policlínica e que pretendessem seguir a carreira médica, tinham que prestar obrigatoriamente, um ano de serviço médico à periferia. Esse ano de trabalho fazia parte integrante das carreiras médicas e constituía condição necessária para a admissão ao internato das especialidades e a concursos para os quadros das instituições públicas de saúde (Decreto-Lei n.º 580/76). Nessa altura, houve médicos que se ofereceram para continuar a exercer clínica nas regiões para onde tinham sido deslocados, se lhes fossem disponibilizadas condições de trabalho e de remuneração idênticas às que tinham nos seus locais de origem. Infelizmente, raríssimas foram as entidades competentes que corresponderam a esse generoso voluntarismo. Assim se perdeu uma oportunidade única de fixar no interior do país um significativo número de médicos.

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