Em 2015, 38,9% da população adulta em Portugal tinha excesso de peso, e 28,7% tinha já obesidade. Na população infantil, dados de 2016 indicavam-nos que 30,7% das crianças tinha excesso de peso e 11,7% obesidade. Com os impactos já conhecidos do excesso de peso/obesidade na morbilidade e mortalidade por várias causas, as organizações nacionais e internacionais recomendam uma redução urgente do consumo de açúcar nos alimentos.
Qual a associação entre os adoçantes sem açúcar e diversos outcomes em saúde em adultos e crianças saudáveis com e sem excesso de peso ou obesidade? Os autores de um estudo de revisão sistemática (1) com meta-análise, propuseram-se clarificar os efeitos na saúde dos adoçantes sem açúcar nos adultos e crianças.
Qual a associação entre os adoçantes sem açúcar e diversos outcomes em saúde em adultos e crianças saudáveis com e sem excesso de peso ou obesidade? Os autores de um estudo de revisão sistemática (1) com meta-análise, propuseram-se clarificar os efeitos na saúde dos adoçantes sem açúcar nos adultos e crianças.
Com as populações a adoptar estilos de vida mais saudáveis e a seguir estas recomendações, a substituição do açúcar por adoçantes sem açúcar com reduzido/nulo valor calórico tem aumentado. No entanto, até ao momento, as evidências sobre os efeitos destes produtos na saúde são escassas e contraditórias. Posto isto, os autores deste estudo propuseram-se a clarificar os efeitos na saúde dos adoçantes sem açúcar nos adultos e crianças.
Foi levada a cabo uma revisão sistemática com meta-análise, realizada de acordo com as recomendações metodológicas da Cochrane Collaboration. Foram incluídos um total de 56 estudos com adultos e crianças na meta-análise. Os critérios de inclusão e exclusão foram definidos prospectivamente. Todos os estudos tiveram uma duração mínima da intervenção de 7 dias. Não ficou claro o número total de indivíduos incluídos na meta-análise.
Foram incluídos estudos com população saudável de adultos (≥ 18 anos) ou de crianças (< 18 anos), incluindo com excesso de peso ou obesidade; e estudos com adultos ou crianças exclusivamente com excesso de peso/obesidade cuja intervenção fosse a perda de peso. As intervenções/exposições de interesse incluíram qualquer tipo de adoçante sem açúcar (adoçantes artificiais ou naturais não-calóricos), tanto como intervenção individual como em combinação com dois ou mais adoçantes sem açúcar, e com doses definidas dentro das doses diárias recomendadas (DDR); foram também incluídas intervenções com “refrigerantes/bebidas de dieta” desde que o adoçante fosse um não-açúcar e o seu tipo fosse especificado. Os estudos incluídos compararam estas intervenções com intervenções alternativas, adoçantes com açúcar, placebo, água ou não tiveram grupo de comparação.
Concluiu-se não existir evidência significativa que sugira uma relação benéfica entre os adoçantes sem açúcar e diversos outcomes em saúde, tanto nas crianças como nos adultos saudáveis com e sem excesso de peso ou obesidade. Também não foi possível excluir potenciais efeitos nefastos destas substâncias.
Referências:
(1) - Toews Ingrid, Lohner Szimonetta, Küllenberg de Gaudry Daniela, Sommer Harriet, Meerpohl Joerg J. Association between intake of non-sugar sweeteners and health outcomes: systematic review and meta-analyses of randomised and non-randomised controlled trials and observational studies. BMJ 2019; 364 :k4718.
DOI: https://doi.org/10.1136/bmj.k4718.

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