«Se por um infeliz acaso os senhores do FMI que aterraram na Portela na segunda-feira tivessem sintonizado a televisão portuguesa durante o fim-de-semana, teriam visto: 1) O primeiro-ministro que nos enfiou neste buraco a ser aclamado em apoteose, num congresso ao estilo norte-coreano, com a banda sonora do filme ‘Gladiador’ em pano de fundo. 2) O principal partido da oposição a anunciar o seu desejo de entregar o cargo de presidente da Assembleia da República a um amador que se contradiz a si próprio a cada 48 horas, e que percebe tanto de política como de mecânica dos fluidos. Portugal pode estar preparado para os senhores do FMI. Mas será que os senhores do FMI estão preparados para Portugal?.../...
De um lado, um PS cego e chanfrado. E do outro, um PSD cheio de truques, a tentar desviar os holofotes do congresso socialista com a ridícula cartada Nobre. E análises, palavras, ideias, soluções, projectos para o país? Bom, sobre isso só temos mesmo um remédio: ir perguntar aos senhores do FMI.»
(Opinião de João Miguel Tavares, em "O Cronista Indelicado", no jornal "Correio da Manhã")
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