Porque na Vida há maus e bons momentos. Porque no dia-a-dia há acontecimentos que nos afectam positiva ou negativamente.
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2024
segunda-feira, 21 de novembro de 2022
Hoje comemora-se o "Dia Mundial da Televisão" - lembremos a série "Dallas"
«O "Dia Mundial da Televisão" celebra-se anualmente a 21 de Novembro.
A data foi proclamada pelas Nações Unidas em Dezembro de 1996, após o primeiro "Fórum Mundial de Televisão", a 21 de Novembro de 1996.
Televisão em Portugal
Em Portugal a televisão começou a ser transmitida em 1957, na "Rádio e Televisão de Portugal" (RTP), a preto e branco. O primeiro programa a cores a ser transmitido foi o "Festival da Canção" de 1980.
Nos inícios do anos 80 começaram as emissões da RTP a cores. Nos anos 90 chegaram dois novos canais privados de televisão. A SIC em 1992 e a TVI em 1993.»
Lembremos, a propósito, os genéricos da abertura e do final dos episódios da série "Dallas" (1978-1991)
quinta-feira, 1 de julho de 2021
Lenka, a assistente do programa "Preço Certo" num comunicado à nação
Lenka, a assistente do programa "Preço Certo", já tinha previsto e respondido às preocupações das "feministas" em 2009...
quinta-feira, 19 de novembro de 2020
E, vocês, têm amigos pretos?
Com a devida vénia, eis o artigo de opinião de Patrícia Reis publicado ontem,
«Miguel Sousa Tavares entrevistou André Ventura e eu tive vergonha, confesso.
Percebo que o jornalista desconsidere o político, tenho experiência suficiente para saber que não somos imparciais. Podemos tentar, mas não o somos. Mas a verdade é que não fazemos certas perguntas. Era simples de refazer? Era muito simples: tem amigos de outras etnias? E pronto, era isto. Bastava isto. E, decerto, será possível uma reformulação para a pergunta que envolve casamento e etnia cigana.
Ao mesmo tempo, entre a opinião de Miguel Sousa Tavares sobre o assunto A ou B e a de André Ventura, terá o telespectador percebido alguma coisa? Não sei dizer.
O discurso é populista e funciona junto de muita gente, isso revelam as sondagens e revela o facto de termos este senhor eleito como deputado. As opiniões de Miguel Sousa Tavares, legítimas enquanto cronista, não vejo como não, serão legítimas numa entrevista enquanto jornalista? Não creio. É uma opinião pessoal. Deveria ter entalado o Ventura, para usar a gíria destas coisas? Deveria, não o fez.
Não houve nada a que o deputado não respondesse, não houve atrapalhação, não se deixou desmascarar. É preciso ter dedos para tocar viola. Ou para entrevistar certas personagens. Dito isto, a democracia exige que tenhamos respeito. E eu tenho. Pelo Miguel Sousa Tavares. Por um fascista nunca terei.
Não basta ser-se inteligente ou ter a presunção de se ser mais inteligente do que a criatura à nossa frente. Não foi um bom momento para a democracia, para o jornalismo, para o público, para o esclarecimento. Temos pena, não foi.»
terça-feira, 17 de novembro de 2020
domingo, 19 de abril de 2020
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
O Ambientalista Simplório
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sábado, 22 de junho de 2019
"La Casa de Papel", Bem-vinda, Lisboa! (na voz do "Professor Marcelo")
Com estreia marcada para 19 de Julho, a nova temporada da série "Casa de Papel", que passa no Netflix, lançou um vídeo de promoção que se está a tornar viral por terras portuguesas.
Raquel, a mulher polícia, que tanto tentou apanhar o grupo de assaltantes, mudou de lado e faz agora parte do bando.
E vai ter como nome de código: Lisboa.
Para anunciar esse pormenor, o Netflix fez um vídeo promocional em que simula a voz do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa chamada para a Raquel da série.
terça-feira, 12 de março de 2019
"Quem Quer Casar Com o Meu Filho" estreou na TVI. Dois dias depois do "Dia Internacional da Mulher"...
"Quem Quer Casar Com o Meu Filho", programa que estreou este domingo na TVI, não é só uma merda. É uma merda preocupante, considera Ricardo Martins Pereira. A 10 de Março, um dos canais de televisão mais vistos em Portugal passou este programa durante quase duas horas em horário nobre. Dois dias depois do "Dia da Mulher"...
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
O aparecimento mediático a todo o custo na televisão
O actualíssimo artigo de opinião da autoria do politólogo Raul de Almeida publicado hoje no "Jornal Económico" com o título "O seu a seu dono". Com a habitual e devida vénia,
«Ouvi um par de vezes o manifesto público de apreensão sobre o curso e o desfecho da guerra entre a Cristina e o Manuel Luís. Há na minha família alargada uma Cristina e um Manuel Luís, mas de ramos diferentes, idades díspares e geografias distantes, não era, para meu sossego, nada com os primos; a família, preocupação primeira, estaria a salvo desta. Soube depois, que se tratava do duelo de audiências entre dois entertainers do prime-time matinal em sinal aberto.
O país oscila entre as audiências de programas de entretenimento e a incógnita quanto ao próximo treinador do Benfica. Correndo o risco de ser politicamente incorrecto, diria que a primeira ocupará as senhoras e a segunda trará os homens em sobressalto. O Brexit, as convulsões na ordem mundial, os sinais que marcam o presente e condicionam o futuro, são uma maçada empurrada pelos media para um canto sombrio da informação, quando lá chegam. Lá vamos, portanto, cantando e rindo.
Não é nova esta valorização do acessório em detrimento do essencial. A realidade pode ser enfadonha, desagradável e exigente. Na vida de pessoas que encontram uma série de obstáculos pessoais, directos e repetitivos a cada despertar, é necessário um espaço de descompressão que permita um alheamento do real, o que em doses razoáveis é até benéfico.
Se a Cristina e o Manuel Luís me são estranhos, os Red Hot no carro pela manhã ou um techno capaz de me limpar o cérebro ao final do dia são absolutamente imprescindíveis. O problema começa quando as fronteiras se cruzam sem critério e os actores circulam pelos diferentes palcos sem cuidar de salvaguardar a importância do papel que cada um desempenha.
O país chocou-se com um skinhead cadastrado no programa do Manuel Luís. O mesmo país fica confuso com a entrada do Presidente em directo e ao telefone no programa da Cristina. O país prende-se à guerra entre a Cristina e o Manuel Luís, presumo que desde ontem a Cristina esteja à frente, e alheia-se das eleições europeias, que estão à porta e têm uma importância fundamental na nossa vida.
Pode dizer-se que a culpa é do povo. Com os números incrivelmente altos de clientes do cabo, não falta liberdade de escolha, e cada um só vê o que quer. É verdade, mas não é sério reduzir a questão a este simplismo enganador. Há em todas as sociedades elites que se destacam nas várias áreas, do saber à política, passando pelas artes. Estas elites são reconhecidas enquanto tal pelo papel influenciador que têm na sociedade; se o interpretam mal, ajudam a criar a confusão em que vivemos.
O mundo warohliano do aparecimento mediático a todo custo, criou uma série de personagens híbridos, capazes de alienar credibilidade em troco de fama. Constatar o modo como este fenómeno se instalou no meio político é uma ajuda fundamental para compreender o alheamento da sociedade em relação à política, apesar de reconhecer a dimensão publicitada dos seus protagonistas.
As máquinas de comunicação política compreenderam o fenómeno e controlam-no. Um Presidente entra em directo em programas matinais, que nada têm a ver com o exercício da sua magistratura, não gosto, não compreendo. Um primeiro-ministro faz circular os seus banhos em águas turquesa e os retratos de um namoro comum, é despropositado, não é relevante.
Um líder partidário vive obcecado com o culto da sua imagem, tornando-se residente de revistas cor-de-rosa, aparecendo com a família, entre divórcios, traições e viagens às Caraíbas, não gosto, é irresponsável. Os deputados, titulares de um órgão de soberania, entregam-se aos debates futebolísticos televisivos, permitindo uma promiscuidade de percepção entre realidades que não podem, de modo nenhum, ser misturadas.
Era bom que 2019 trouxesse mais empenho e seriedade das elites em representar os seus papeis com dignidade. O Presidente começou manifestamente mal, os outros estão a tempo de emendar a mão. Seria uma excelente resolução de ano novo, deixar o seu a seu dono.»
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Vencedores dos "Golden Globe Awards" 2019

Cinema
Melhor filme, drama: Bohemian Rhapsody
Melhor filme, comédia/musical: Green Book - Um Guia Para a Vida -
Melhor realizador: Alfonso Cuarón, por Roma
Melhor actor de drama: Rami Malek, em Bohemian Rhapsody
Melhor actriz de drama: Glenn Close, em The Wife
Melhor actor de comédia/musical: Christian Bale, em Vice
Melhor actriz de comédia/musical: Olivia Colman, em The Favourite
Melhor actor secundário: Mahershala Ali, em Green Book - Um Guia Para a Vida -
Melhor actriz secundária: Regina King, em If Beale Street Could Talk
Melhor filme estrangeiro: Roma (México)
Melhor filme de animação: Spider-Man: Into the Spider-Verse
Melhor argumento: Peter Farrelly, Nick Vallelonga e Brian Currie, por Green Book - Um Guia Para a Vida -
Melhor banda sonora original: Justin Hurwitz, em First Man
Melhor canção original: Shallow, de Lady Gaga, Mark Ronson, Anthony Rossomando e Andrew Wyatt, interpretada por Lady Gaga em Assim Nasce uma Estrela
Televisão
Melhor série dramática: The Americans
Melhor actor de drama: Richard Madden, em Bodyguard
Melhor actriz de drama: Sandra Oh,, em Killing Eve
Melhor série de comédia: The Kominsky Method
Melhor actor de comédia ou musical: Michael Douglas, em The Kominsky Method
Melhor actriz de comédia ou musical: Rachel Brosnahan, em The Marvelous Mrs. Maisel
Melhor minissérie/telefilme: The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
Melhor actor de minissérie/telefilme: Darren Criss, em The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
Melhor actriz de /minissérie/telefilme: Patricia Arquette, em Escape at Dannemora
Melhor actor secundário de série/minissérie/telefilme: Ben Whishaw,, em A Very English Scandal
Melhor actriz secundária de série/minissérie/telefilme: Patricia Clarkson, em Sharp Objects
Distinção especial
Golden Globe Cecil B. DeMille Award: Jeff Bridges
Golden Globe Carol Burnett Award: Carol Burnett
terça-feira, 22 de maio de 2018
O microfone dado a Bruno de Carvalho, por vários canais de televisão, na tarde de sábado, foi uma demissão do jornalismo
Dois pequenos excertos da crónica intitulada "A magia e o veneno na mesma tarde" de Francisco Sena Santos, publicada ontem no "SAPO24". Com a devida vénia,
.../...«É sabido que o jornalismo de qualidade é um pilar da democracia. Contribuir para uma sociedade informada, dar os elementos que ajudam cada pessoa a entender o que de relevante se passa à sua volta, permitir perceber as mudanças, é uma responsabilidade principal dos jornalistas. A missão implica que o jornalista estude de modo aprofundado tudo o que está em causa na matéria que tem para contar, de modo a poder enquadrá-la.
Os casos que nos últimos dias envolvem o Sporting ultrapassam o habitual envenenamento que sai do futebol falado nas tertúlias nas televisões. A violência e os choques desencadeados tornaram, evidentemente, imperioso relatar e analisar o que está a acontecer.»
.../...«O tratamento das várias vertentes do “caso Sporting” impõe-se, mas é preciso ter em conta os limites do razoável. O microfone dado a Bruno de Carvalho, por vários canais de televisão, na tarde de sábado, para que ele dissesse tudo o que lhe apetecia, ao longo de duas penosas horas, foi uma demissão do jornalismo. É facto que havia a expectativa de algum anúncio relevante, mas cedo se percebeu que Bruno de Carvalho não iria anunciar a retirada. Perante a evidência de ausência de notícia, não fez sentido que a transmissão em direto tenha continuado. É de desejar que este caso possa ser discutido nas redações para que o relato jornalístico não fique assaltado por um demagogo que, com argumentação degradante e lastimável uso da língua portuguesa, consegue ocupar o espaço de reportagem com propaganda ridícula. Muitas vezes vemos ser cortada a palavra, em nome do tempo útil, a quem tem conhecimento com valor para dizer. Tudo o que Bruno de Carvalho disse naquelas duas horas caberia em dois minutos de relato de um repórter. Tempo mais do que suficiente para contar duas horas de envenenamento.».../...
segunda-feira, 14 de maio de 2018
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Verdade, mentira e manipulação na Internet
Um vídeo que deve ser visto com toda a atenção!
Repare-se, por exemplo, durante a "declaração" do ex-presidente Barack Obama, na sofisticação tecnológica que manipula o som/tom da sua voz e o movimento dos seus lábios, "forçando-o" a dizer algo que, de facto, ele nunca disse!
Um vídeo que deve ser visto com toda a atenção!
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
O plágio e a conversa da treta
E é mesmo assim. A opinião, de Ferreira Fernandes, publicada hoje no jornal "Diário de Notícias", curta e incisiva, resume aquilo que se pode e deve dizer nesta altura. E acabem com a conversa de treta...
«O que aqui me traz não é o plágio. Plágio é: fazer imitação de trabalho alheio. Sobre o plágio pode discutir-se a intenção dolosa, de má-fé, ou não. Mas, antes, cabe ouvir a ironia concisa do maestro António Victorino d"Almeida ao DN, ontem: "Não é plágio, é igual." Isto é, a música de Canção do Fim de Diogo Piçarra é igual ao cântico Abre os Meus Olhos, hino da Igreja Universal do Reino de Deus. Mesmo os pecos dos tímpanos, ao compararem as duas músicas, descobrem-nas afinal uma só. E como Diogo nasceu em 1990, seria demasiado milagre que ele pudesse, em 1979, fazer más canções, quando na IURD, entre dois apelos ao dízimo, já se ouvia a tal musiquinha evangélica. Portanto, acabou a conversa. Que eu não retomaria aqui se Diogo Piçarra não viesse com conversa de pastor da IURD para o Facebook. Diz ele que está com "a consciência tranquila." Não tenho razões para duvidar, não o conheço. Mas não é a consciência dele, agora, o ponto. Como também não é altura de sacudir as culpas da imitação para outros, com esta frase: "É engraçado como a vida tem destas coisas, coincidência divina ou não..." Jesus? Espírito Santo? A andarem pelos Festivais da Canção a pregar partidas aos concorrentes? Não me parece. Na melhor das hipóteses, foi a sua própria inspiração que traiu Piçarra - ouviu algures, ficou-lhe no ouvido e reproduziu sem querer. Mas o cantor insiste: "Nunca participaria num concurso nacional com a consciência de que estava a plagiar uma música da Igreja Universal." Outra vez conversa pseudoconfessional... Mas que mania de afogarmos os assuntos concretos com conversa da treta. O ponto, Diogo Piçarra, é: a canção não é sua! Logo, tire-a do festival. Feito isso, e só depois, fale do seu papel na canção como lhe der na gana.»terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Vencedores dos "Golden Globe Awards" 2018
Cinema
Melhor filme, drama: Três Cartazes à Beira da Estrada
Melhor filme, comédia/musical: Lady Bird
Melhor realizador: Guillermo del Toro, por A Forma da Água
Melhor actor de drama: Gary Oldman, em A Hora Mais Negra
Melhor actriz de drama: Frances Mcdormand, em Três Cartazes à Beira da Estrada
Melhor actor de comédia/musical: James Franco, em Um Desastre de Artista
Melhor actriz de comédia/musical: Saoirse Ronan, em Lady Bird
Melhor actor secundário: Sam Rockwell, em Três Cartazes à Beira da Estrada
Melhor actriz secundária: Allison Janney, em I, Tonya
Melhor filme estrangeiro: Aus Dem Nichts (Alemanha/França)
Melhor filme de animação: Coco
Melhor argumento: Martin MacDonagh, por Três Cartazes à Beira da Estrada
Melhor banda sonora original: Alexandre Desplant, em A Forma da Água
Melhor canção original: This is Me, de Benj Pasek e Justin Paul, interpretada por Keala Settle em O Grande Showman
Televisão
Melhor série dramática: The Handmaid’s Tale
Melhor actor de drama: Sterling K. Brown, em This is Us
Melhor actriz de drama: Elisabeth Moss, em The Handmaid’s Tale
Melhor série de comédia: The Marvelous Mrs. Maisel
Melhor actor de comédia ou musical: Aziz Ansari, em Master of None
Melhor actriz de comédia ou musical: Rachel Brosnahan, em The Marvelous Mrs. Maisel
Melhor minissérie/telefilme: Big Little Lies
Melhor actor de minissérie/telefilme: Ewan McGregor, em Fargo
Melhor actriz de /minissérie/telefilme: Nicole Kidman, em Big Little Lies
Melhor actor secundário de série/minissérie/telefilme: Alexander Skarsgard, em Big Little Lies
Melhor actriz secundária de série/minissérie/telefilme: Laura Dern, em Big Little Lies
Distinção especial
Prémio Carreira Cecil B. DeMille: Oprah Winfrey
domingo, 7 de janeiro de 2018
Retrato actual do futebol em Portugal e auto-retrato futebolístico do autor
A crónica de opinião de Alberto Gonçalves publicada ontem no jornal online "Observador", sob o título "Uma crónica mais ou menos sobre futebol". Com a habitual vénia,
«Por regra, misteriosamente ausente das recomendações da Protecção Civil e da Direcção-Geral da Saúde, fujo das televisões nacionais com o afinco com que corro da gripe. Não escapei de nenhuma. Há dias que consumo quantidades inusitadas de lenços de papel e há dias que não me sai da cabeça certa reportagem.
A propósito das trafulhices em que o nosso portentoso futebol é pródigo, um canal qualquer passava em repetição as imagens do que presumi ser um convívio, talvez já antigo, entre o presidente do Benfica e uma data de deputados da nação. Numa sala vasta, o tal presidente passeava bigode, soberba e classe, o exacto tipo de classe que, inspirados por sofisticação paleolítica, os “agentes desportivos” têm vindo a aprimorar. Os deputados, de todos os partidos, passeavam devoção e aquele tipo de excitação que atinge a plebe da Coreia do Norte ante a proximidade do Líder. À passagem de Sua Excelência, que mal lhes dirigia um olhar, aqueles bonequinhos derretiam-se em sorrisos e precipitavam-se para disputar a honra de um cumprimento. Os mais ousados arriscavam uma “selfie”. Era evidente a importância que atribuíam ao momento. Também era evidente que a espécie humana dificilmente consegue descer tanto.
Esclareço que, para mim, é irrelevante o “benfiquismo” do repulsivo evento acima. Suponho que haja eventos similares, e similarmente repugnantes, com deputados do Porto e do Sporting (dado que a raça aprecia notoriedade, é pouco provável que muitos parlamentares compareçam em pândegas do Arouca). Embora descenda de jogadores e treinadores da bola, goste de rever habilidades de Pelé, Cruyff ou Futre e goste imenso de jogar a ocasional partida (a extremo-direito, sem surpresas para os detractores desta coluna), dedico aos clubes um desinteresse só comparável ao dos meus cães pelo Orçamento de Estado (é nulo, para não restarem dúvidas). Em criança, dizia-me, sei lá porquê, “do” Benfica. Hoje, sei lá porquê, prefiro que ganhe o Porto, desde que isso não me obrigue a ver jogos e, Deus misericordioso me livre e guarde, a discuti-los.
Sou, aparentemente, um caso raro. E, dado que nunca ouvi os meus amigos discutirem futebol, estou aparentemente rodeado de casos raros. A norma, pelo menos a acreditar no universo dos canais “generalistas”, é as pessoas não fazerem outra coisa. Quando não se empenha em louvar o governo, publicitar os “afectos” do Presidente ou, na CMTV, dissecar crimes suburbanos, a programação televisiva é quase integralmente preenchida pelo “fenómeno” futebolístico. O fenómeno, no sentido que se dava às atracções de circo, é inegável. Metade do tempo é investido a transmitir a bela retórica de dirigentes, “místeres” e adeptos, as deslocações dos autocarros de sítios para sítios e, nos canais que não pagam os “direitos”, quatro ou cinco pasmados a relatar um jogo inteirinho. O tempo que sobra (cerca de 40 horas por serão) é para a “análise”.
A “análise” é peculiar. Nela, deputados, “politólogos”, juristas, médicos, músicos, empresários, jornalistas, ex-praticantes e o que calha tentam provar a superioridade divina do clube da respectiva preferência e, por extensão, a sua própria superioridade. No processo, indivíduos adultos trocam o que julgam ser argumentos a propósito de penáltis, foras-de-jogo, cartões amarelos e, em suma, a relevantíssima “questão” da arbitragem. Um leigo olha para os árbitros e constata apenas que usam nomes esquisitos, gel e patilhas fininhas. Os especialistas gastam dias a fio na interpretação de cada apitadela e, recentemente, de cada intervenção do VAR, acrónimo alusivo ao “vídeo-árbitro”, de facto um sujeito com gel a fitar um ecrã. A intervalos regulares, os especialistas lembram que a missão dos árbitros consiste em obstar à glória do clube deles. Porém, lembram de seguida, nada os vergará no caminho para o “título” e acabarão a “época” a celebrar a profunda vileza da porção da humanidade que não simpatiza com o Benfica/Porto/Sporting (riscar os que não importam e, aliás, deviam ser exterminados a golpes de “very-light”). Às vezes, um especialista que fracturaria o fémur num desafio de dominó, entra em franca alucinação e começa a imaginar-se membro da equipa que apoia: “Eu perdi por culpa do bandeirinha”; “Eu joguei impecavelmente”; “Eu serei campeão”; “Eu chamo-me Napoleão”; etc. Conversa de café? Com certeza, se o café em causa for o do Magalhães Lemos.
Não quero insultar ninguém, mas é plausível que quem se presta a figuras idiotas seja realmente idiota. Alguns nem esse estatuto atingem e, ao que consta, precisam que terceiros lhes escrevam as “opiniões” que exibem com orgulho. O futebol falado atrai tanta gente justamente por ser simples e permitir a criaturas igualmente simples a ilusão de que dominam um assunto. Se disserta sobre os refugiados sírios ou o sufoco fiscal, a maioria dos comentadores produz um amontoado de clichés capaz de envergonhar uma criança. Nas tretas da bola, os clichés dão pontos e a vergonha é conceito obscuro. Os especialistas em futebol são “especiais” na acepção politicamente correcta do termo. E se não são, parecem.
Na perspectiva optimista, há nisto um estimável potencial de integração: enquanto “debatem” as “polémicas” da jornada, os tontinhos não andam na rua e na droga. A perspectiva pessimista nota que os tontinhos são inúmeros e, o que é pior, andam no Parlamento e em lugares de poder e influência. A perspectiva apocalíptica desconfia de que a proliferação de tontinhos exige um vasto público que os consome e legitima, um público que essencialmente não se distingue dos participantes do “Mais Bastidores” e do “Dia Seguinte”, um público representado na perfeição pelos deputados que elege, um público cuja aptidão para engolir a palha futebolística é aquela que o leva a engolir tudo a pretexto de tudo, um público que define uma sociedade e um país que não batem bem da bola.»
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Nomeações para os "Golden Globe" de 2018 em televisão
Os nomeados em televisão para os prémios da Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (Hollywood Foreign Press Association) são:
Melhor Série de Drama
The Crown A Guerra dos Tronos
The Handmaid’s Tale
Stranger Things
This Is Us
Melhor Actor de Drama
Jason Bateman, em Ozark
Sterling K. Brown, em This Is Us
Freddie Highmore, em The Good Doctor
Bob Odenkirk, em Better Call Saul
Liev Schreiber, em Ray Donovan
Melhor Actriz de Drama
Caitriona Balfe, em Outlander
Claire Foy, em The Crown
Maggie Gyllenhaal, em The Deuce
Katherine Langford, em 13 Reasons Why
Elisabeth Moss, em The Handmaid’s Tale
Melhor Série de Comédia ou Musical
Black-ish
The Marvelous Mrs. Maisel
Master of None
SMILF
Will & Grace
Melhor Actor de Comédia ou Musical
Anthony Anderson, em Black-ish
Aziz Ansari, em Master of None
Kevin Bacon, em I Love Dick
William H. Macy, em Shameless
Eric McCormack, em Will & Grace
Melhor Actriz de Comédia ou Musical
Pamela Adlon, em Better Things
Alison Brie, em Glow
Rachel Brosnahan, em The Marvelous Mrs. Maisel
Issa Rae, em Insecure
Frankie Shaw, em SMILF
Melhor Telefilme ou Minissérie
Big Little Lies
Fargo
Feud: Bette and Joan
Top of the Lake: China Girl
A Pecadora
Melhor Actor de Telefilme ou Minissérie
Robert De Niro, em The Wizard of Lies
Jude Law, em The Young Pope
Kyle MacLachlan, em Twin Peaks
Ewan McGregor, em Fargo
Geoffrey Rush, em Genius
Melhor Actriz de Telefilme ou Minissérie
Jessica Biel, em A Pecadora
Nicole Kidman, em Big Little Lies
Jessica Lange, em Feud: Bette and Joan
Susan Sarandon, em Feud: Bette and Joan
Reese Witherspoon, em Big Little Lies
Melhor Actor Secundário em Série, Minissérie ou Telefilme
David Harbour, em Stranger Things
Alfred Molina, em Feud: Bette and Joan
Alexander Skarsgard, em Big Little Lies
David Thewlis, em Fargo
Christian Slater, em Mr. Robot
Melhor Actriz Secundária em Série, Minissérie ou Telefilme
Laura Dern, em Big Little Lies
Ann Dowd, em The Handmaid’s Tale
Chrissy Metz, em This is Us
Michelle Pfeiffer, em The Wizard of Lies
Shailene Woodley, em Big Little Lies
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
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