Da autoria de Joana Amaral Cardoso, eis a primeira parte do excelente artigo publicado no jornal "Público" de 13 de Maio, data do falecimento de Doris Day, com 97 anos de idade, a minha primeira "paixão" cinéfila. Com a devida e muito merecida vénia,
«Doris Day, rosto e voz da era clássica de Hollywood que gostava de finais felizes, morreu esta segunda-feira, aos 97 anos. A notícia foi avançada pela fundação com o seu nome dedicada ao bem-estar animal, a causa a que consagrou a sua vida após o estrelato. Calamity Jane (1953), o filme que preferia em toda a sua carreira, ou O Homem que Sabia Demais (1956), de Alfred Hitchcock, onde interpretava o tema Whatever will be, will be (Que sera, sera), são alguns dos títulos pelos quais será lembrada.
“Day gozava de excelente saúde física para a sua idade até ter contraído uma grave pneumonia recentemente, que resultou na sua morte”, informou a Doris Day Animal Foundation, fundada em 1978. A actriz, cantora e activista morreu rodeada por “alguns amigos próximos” na sua casa no Vale de Carmel, na Califórnia, informou ainda a instituição.
Doris Mary Ann Kappelhoff nasceu em 1922 no estado de Ohio e começou a cantar depois de um acidente de carro que a feriu numa perna e cerceou a sua carreira de sonho – a de bailarina. A rádio e Ella Fitzgerald acompanharam a sua convalescença e aos 12 anos começou a cantar em público. Aos 15 anos tornava-se profissional, tendo no tema Sentimental journey, interpretado pela banda Les Brown & His Orchestra, o seu primeiro êxito comercial. Fez carreira nas big bands dos anos 1930 e, apesar de ter ficado sobretudo conhecida como actriz, após ser descoberta numa festa em Hollywood em 1947, foi uma das mais profícuas cantoras da sua era e do século passado. “Como cantora, Doris está no mesmo nível que Bing Crosby e Frank Sinatra”, disse em tempos Les Brown, citado pelo New York Times.»
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