«O recente acordo entre sindicatos e Ministério da Educação demonstra uma de duas coisas: ou tivemos nos últimos quatro anos uma ministra totalmente incompetente para negociar, a quem o Primeiro-ministro deu uma cobertura injustificada e que muito prejudicou as escolas, ou a coragem e determinação de uma ministra num governo de maioria absoluta, que pretendeu pôr na ordem um sistema com regras absurdas em que é impossível distinguir os bons dos maus, são descartadas no exacto momento em que a maioria absoluta desaparece.
Era interessante ouvir agora qual é a versão dos acontecimentos de José Sócrates, que, na última legislatura, nos explicou a inevitabilidade de avaliar os professores como se faz noutras carreiras da Função Pública.
Era interessante também ouvir o que pensam as outras carreiras, como, por exemplo, os professores universitários, que, por não terem o peso na sociedade dos seus pares do secundário, não podem aspirar a chegar praticamente todos ao topo de carreira.
É que, na prática, se a conquista dos professores chegasse ao exército, 95% dos militares podia aspirar ao posto de general.»
Era interessante ouvir agora qual é a versão dos acontecimentos de José Sócrates, que, na última legislatura, nos explicou a inevitabilidade de avaliar os professores como se faz noutras carreiras da Função Pública.
Era interessante também ouvir o que pensam as outras carreiras, como, por exemplo, os professores universitários, que, por não terem o peso na sociedade dos seus pares do secundário, não podem aspirar a chegar praticamente todos ao topo de carreira.
É que, na prática, se a conquista dos professores chegasse ao exército, 95% dos militares podia aspirar ao posto de general.»
Raquel Abecasis
(Jornal online "Página 1", 2010.01.11)
A questão é exactamente como está exposta acima. É injusto que uma classe profissional do funcionalismo público, a dos professores, seja a única em que a quase totalidade dos seus constituintes tem acesso, agora, ao topo da carreira. Porquê? "Apenas" porque têm peso político e não porque 95% deles sejam bons, muito bons ou excelentes.
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