Um dos mais belos filmes de sempre. Um clássico do cinema que foi possível rever ontem na RTP2. Obra ("Nuovo Cinema Paradiso", no original) multipremiada de Giuseppe Tornatore, com música de Ennio Morricone, realizada em 1988, que relata as recordações de infância e de adolescência de Salvatore di Vita, como cineasta famoso,que vive em Roma, embora nascido e criado numa povoação siciliana típica, do pós-guerra, onde existia um cinema, o Cinema Paradiso, para onde Salvatore (Totó) fugia sempre que podia e fazia companhia a Alfredo, o projeccionista iletrado, mas com a sapiência que a vida lhe tinha ensinado.O filme é uma homenagem à obra artística cinematográfica e ao cinema antigo (há inúmeras referências, em imagens e diálogos, integradas na acção). Apoia-se numa história comovente e numa excelente utilização da fotografia e do som. Talvez o único "senão" seja a escolha de alguns dos actores: Jacques Perrin, actor francês que personifica o Salvatore adulto, é fisicamente muito diferente do actor que interpreta o Salvatore adolescente e militar, Marco Leonardi; também a mãe de Salvatore é representada, quando idosa, por uma actriz de características físicas bastante divergentes da actriz que a personificou como jovem adulta. Enfim, pormenores que não obscurecem a qualidade deste filme inesquecível.
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